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Início Saúde

Adoçantes são mesmo mais saudáveis? Nova pesquisa busca responder essa pergunta

Por Junior Melo
30/jun/2026
Em Saúde
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Pesquisadores da Universidade de Adelaide, na Austrália, iniciaram um estudo para investigar os efeitos dos adoçantes de baixa caloria no organismo. A pesquisa pretende esclarecer se esses produtos, amplamente utilizados como alternativa ao açúcar, podem influenciar o controle da glicose e até aumentar o risco de desenvolvimento da diabetes.

O projeto está recrutando voluntários e será conduzido pelo programa de pesquisa da universidade, com financiamento do Conselho Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da Austrália, do Fundo Futuro de Pesquisa Médica e da Diabetes Australia.

Cinco adoçantes serão analisados

Os pesquisadores vão avaliar os cinco adoçantes mais consumidos no mundo:

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  • Aspartame;
  • Estévia;
  • Sucralose;
  • Sacarina;
  • Acessulfame de potássio.

Presentes em produtos como refrigerantes, iogurtes, bebidas e alimentos industrializados, esses substitutos do açúcar serão analisados para verificar como afetam o sistema de regulação da glicose no organismo.

Pesquisa vai investigar órgãos e microbiota intestinal

Além de observar os níveis de açúcar no sangue, o estudo pretende entender como os adoçantes interagem com diferentes órgãos envolvidos no metabolismo da glicose, especialmente o intestino, o pâncreas e os rins.

Os cientistas também vão investigar a relação dessas substâncias com a microbiota intestinal, que desempenha um papel importante na saúde metabólica.

Cientistas querem responder uma dúvida comum

Segundo o professor associado da Universidade de Adelaide, Tongzhi Wu, compreender os efeitos de cada adoçante pode ajudar a elaborar recomendações nutricionais mais seguras e identificar novas estratégias para prevenir e controlar a diabetes.

“Muitas pessoas que procuram controlar o peso ou os níveis de açúcar no sangue optam por adoçantes de baixa caloria porque acreditam que são mais saudáveis do que o açúcar. Mas, embora os adoçantes tenham sido concebidos para substituir o açúcar sem as calorias extras, evidências crescentes sugerem que eles podem não ser tão metabolicamente neutros”, afirmou o pesquisador em comunicado.

O estudo busca responder uma das principais dúvidas de consumidores e especialistas: os adoçantes realmente são uma alternativa segura ao açúcar ou seus efeitos no organismo ainda precisam ser melhor compreendidos?

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