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Uma caverna em Minas Gerais reúne rochas de 600 milhões de anos e 200 anos de história em um ambiente iluminado que parece irreal

Por Maura Pereira
07/maio/2026
Em Geral
Uma caverna em Minas Gerais reúne rochas de 600 milhões de anos e 200 anos de história em um ambiente iluminado que parece irreal

O percurso aberto ao público na Gruta do Maquiné, em Cordisburgo. / Imagem ilustrativa

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Quem entra na Gruta do Maquiné caminha por cerca de 650 metros de galerias naturais, onde a água vem esculpindo o calcário ao longo de aproximadamente 600 milhões de anos. A caverna fica em Cordisburgo, no interior de Minas Gerais, a mesma cidade onde nasceu o escritor Guimarães Rosa, referência da literatura brasileira.

Um fazendeiro, um cientista e o berço da paleontologia

Em 1825, o fazendeiro Joaquim Maria Maquiné encontrou a entrada da gruta enquanto procurava salitre para produção de pólvora. Anos depois, o naturalista dinamarquês Peter Wilhelm Lund iniciou escavações científicas no local, transformando a caverna em um dos marcos iniciais da paleontologia no Brasil.

Das galerias da Gruta do Maquiné foram retirados fósseis de espécies como o tigre-dente-de-sabre e a preguiça-gigante Nothrotherium maquinense, nomeada em referência ao próprio local. Lund também enviou milhares de peças para a Dinamarca, onde parte do acervo permanece até hoje. Além disso, pinturas rupestres encontradas nos salões indicam que povos pré-históricos já utilizavam a caverna como abrigo há milhares de anos.

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Com rochas de 600 milhões de anos e 200 anos de história, uma caverna iluminada em Minas Gerais parece um sonho
Maquiné é o tipo de lugar que muda a noção de tempo. / Créditos: Wikimedia Commons

O que esperar da visita aos sete salões?

O percurso aberto ao público na Gruta do Maquiné, em Cordisburgo, tem cerca de 650 metros e atravessa sete salões naturais conectados por passagens estreitas. Cada ambiente recebeu nomes ligados às formas das rochas, como o Salão do Trono, marcado por colunas imponentes, e a Galeria das Fadas, onde cristais e espeleotemas criam um efeito visual que lembra cortinas e lustres naturais. O desnível total do trajeto é de apenas 18 metros, o que facilita a visitação para diferentes idades.

A experiência é guiada por monitores do Monumento Natural Estadual Peter Lund, unidade de conservação criada em 2005 pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF). Os grupos saem em intervalos regulares de aproximadamente uma hora, e o passeio completo dura em média 45 minutos. A iluminação em LED foi instalada para destacar as formações rochosas sem prejudicar o ecossistema interno da caverna, mantendo o equilíbrio entre turismo e preservação.

O vídeo do canal Curiosas Cidades apresenta Cordisburgo, em Minas Gerais, destacando sua importância cultural como terra natal de Guimarães Rosa e sua relevância científica devido à Gruta de Maquiné.

O que mais conhecer em Cordisburgo?

A cidade é pequena, mas concentra atrações que rendem um dia inteiro de passeio. Literatura, história e natureza se cruzam em poucos quilômetros.

  • Museu Casa Guimarães Rosa: instalado na casa onde o escritor nasceu em 1908, reúne mais de 700 itens entre objetos pessoais, fotografias e edições raras. O Grupo Miguilim, formado por jovens da cidade, recebe visitantes com narrações de trechos da obra rosiana.
  • Museu da Gruta do Maquiné: espaço interativo no centro de visitantes da gruta, com linha do tempo sobre Lund e réplicas de fósseis produzidas pela UFMG.
  • Portal Grande Sertão: conjunto de esculturas em bronze na Praça Miguilim, com seis vaqueiros montados a cavalo que homenageiam o universo de Grande Sertão: Veredas.
  • Zoológico de Pedras: esculturas que representam animais pré-históricos da região, criadas por artistas locais.
  • Rota das Grutas Peter Lund: circuito que liga Maquiné às grutas da Lapinha (Lagoa Santa) e Rei do Mato (Sete Lagoas), passando por museus e sítios arqueológicos.
Com rochas de 600 milhões de anos e 200 anos de história, uma caverna iluminada em Minas Gerais parece um sonho
Cordisburgo tem verão quente e chuvoso, inverno seco e ameno. / Créditos: Wikipédia

Quando o clima favorece o passeio subterrâneo?

Dentro da gruta a temperatura é estável o ano inteiro, mas o clima externo influencia o acesso e o conforto do visitante. Cordisburgo tem verão quente e chuvoso, inverno seco e ameno.

☀️ Verão

Dez – Fev

19-29°C

Temperatura
Com a alta umidade, aproveite as grutas pela manhã e reserve a tarde para explorar a riqueza dos museus locais.
🌧️ Chuva Alta

🍂 Outono

Mar – Mai

16-27°C

Temperatura
O clima ameno de transição é a escolha ideal para percorrer a Rota das Grutas completa com conforto térmico.
🌦️ Chuva Média

❄️ Inverno

Jun – Ago

13-25°C

Temperatura
A baixa pluviosidade torna esta a melhor época para trilhas externas, garantindo solo firme e visibilidade privilegiada.
☀️ Chuva Baixa

🌸 Primavera

Set – Nov

16-28°C

Temperatura
Aproveite a Semana Rosiana (em junho) e o florescer da região para realizar agradáveis passeios ao ar livre.
🌦️ Chuva Média

Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

Com rochas de 600 milhões de anos e 200 anos de história, uma caverna iluminada em Minas Gerais parece um sonho
Cordisburgo tem verão quente e chuvoso, inverno seco e ameno. / Créditos: Wikimedia Commons

Como chegar à terra de Guimarães Rosa?

Cordisburgo fica a 120 km de Belo Horizonte pela BR-040 (sentido Brasília) até o trevo da MG-231, perto de Paraopeba. O trajeto de carro leva cerca de 2 horas. Da sede do município até a gruta são mais 5 km pela MG-421, em asfalto.

Uma viagem ao centro da terra mineira

Maquiné é o tipo de lugar que muda a noção de tempo. Lá dentro, 600 milhões de anos se traduzem em esculturas de calcário que nenhum museu consegue reproduzir. Do lado de fora, a cidade de Rosa guarda a mesma simplicidade que inspirou o sertão mais literário do país.

Você precisa descer esses 18 metros e ver com seus olhos o que fez Peter Lund largar a Dinamarca para morar dentro de uma caverna em Minas Gerais.

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