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Início Política

Pré-candidatos da direita sobem o tom contra Alexandre de Moraes após decisão sobre Dosimetria

Por Junior Melo
11/maio/2026
Em Política
Moraes libera depoimento de Jair Bolsonaro em caso que apura posse de arma ligada ao ex-presidente

Alexandre de Moraes - Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

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A decisão do ministro Alexandre de Moraes de suspender a aplicação da Lei da Dosimetria reacendeu o embate entre o Supremo Tribunal Federal e lideranças da direita. Pré-candidatos ao Planalto aproveitaram o episódio para endurecer o discurso contra o magistrado e defender o Congresso.

Como os pré-candidatos da direita criticam Moraes?

O senador Flávio Bolsonaro afirmou que a decisão representa uma interferência do Judiciário sobre o Legislativo. Durante evento do PL em Florianópolis, ele declarou que a medida enfraquece a democracia e atinge a credibilidade do Supremo.

Segundo Flávio, a aprovação da Lei da Dosimetria pelo Congresso refletiu a vontade da maioria parlamentar. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro também criticou o fato de uma decisão individual barrar os efeitos da nova legislação.

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Ronaldo Caiado fala em ataque à separação dos Poderes

O ex-governador Ronaldo Caiado divulgou nota afirmando que a suspensão da lei ultrapassa os limites institucionais. Para ele, a medida amplia o conflito entre os Poderes e mantém indefinido o debate sobre os atos de 8 de Janeiro.

Caiado também voltou a defender uma anistia ampla aos condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes. Desde o início de sua pré-campanha presidencial, o político tem adotado discurso favorável à revisão das punições aplicadas pelo STF.

Como Romeu Zema critica o STF?

O governador mineiro Romeu Zema afirmou que o Congresso foi “atropelado” pela decisão do Supremo. Em publicação nas redes sociais, ele declarou que ministros da Corte agem sem prestar contas à população.

Zema também voltou a defender mudanças estruturais no STF. Entre as propostas citadas pelo político estão limites de mandato para ministros e avanço de pedidos de impeachment dentro da Corte.

O que prevê a Lei da Dosimetria?

A proposta surgiu após críticas de parlamentares conservadores sobre as penas aplicadas aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro. O texto buscou reduzir punições consideradas excessivas pela oposição. Entre os principais pontos discutidos na lei, estão:

  • Revisão das penas impostas aos condenados;
  • Possibilidade de reduzir tempo de prisão;
  • Mudanças nos critérios de dosimetria penal;
  • Aplicação da nova regra em processos ligados à tentativa de golpe.

Moraes suspende pedidos ligados ao 8 de Janeiro

Após a promulgação da lei, partidos de esquerda acionaram o STF questionando a constitucionalidade do texto. As federações Psol-Rede e PT/PCdoB/PV pediram a suspensão imediata da nova legislação.

Na decisão publicada no sábado, Moraes argumentou que o plenário do Supremo ainda precisa analisar as ações antes da aplicação da norma. Por isso, os primeiros pedidos envolvendo condenados do 8 de Janeiro e investigados por tentativa de golpe foram suspensos.

Qual o debate sobre anistia na disputa política?

A discussão em torno da Lei da Dosimetria ampliou novamente a tensão entre aliados de Bolsonaro e ministros do STF. O tema também deve ganhar força na corrida presidencial de 2026, especialmente entre nomes da direita.

Enquanto críticos defendem que houve exagero nas penas impostas aos envolvidos nos ataques de 8 de Janeiro, integrantes do Supremo e partidos de esquerda afirmam que os crimes representaram ameaça grave à democracia brasileira.

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