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Popular azeite de oliva extra virgem tem venda proibida pela Anvisa após identificação de fraude

Por Guilherme Silva
25/maio/2026
Em Geral
Popular azeite de oliva extra virgem tem venda proibida pela Anvisa após identificação de fraude

Marca de azeite perde autorização de venda após perícia confirmar adulteração no produto

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou recentemente a proibição da venda do azeite de oliva virgem extra da marca Afonso. A medida visa proteger a saúde dos consumidores após a constatação de irregularidades graves na composição do produto.

Por que a Anvisa proibiu o azeite da marca Afonso?

O produto foi reprovado em testes laboratoriais que verificaram a sua autenticidade. A Resolução (RE) 1.359/2026 detalhou que o azeite apresentou resultados insatisfatórios no ensaio de determinação do índice de refração, um parâmetro técnico essencial para garantir a pureza de óleos vegetais.

A análise confirmou que o item não possui as características esperadas de um azeite de oliva extra virgem. O controle de qualidade realizado pela Anvisa é o que garante que o consumidor leve para casa um alimento seguro e dentro dos padrões legais exigidos.

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Qual é a situação da empresa importadora?

A importadora responsável pelo produto, denominada COMERCIO DE GENEROS ALIMENTICIOS COTINGA LTDA, enfrenta sérios problemas administrativos. O CNPJ da empresa consta como inapto na Receita Federal desde agosto de 2024, o que impede qualquer operação comercial regular no país.

Além da situação fiscal irregular, a Vigilância Sanitária de Curitiba tentou realizar uma inspeção no endereço registrado pela empresa. A equipe constatou que o estabelecimento encerrou suas atividades, deixando o consumidor sem respaldo em caso de reclamações ou problemas com os lotes adquiridos.

Produto popular de azeite de oliva tem comercialização barrada devido a irregularidades graves

Como o consumidor pode identificar a fraude?

Fraudes alimentares envolvendo azeites de oliva são preocupantes, pois o produto pode ser substituído por óleos de menor qualidade ou misturas proibidas. Para evitar prejuízos, é preciso estar atento a alguns sinais comuns em casos de lotes irregulares que são identificados pelo monitoramento sanitário:

Para garantir que você não está comprando um produto fraudado, confira os principais pontos de atenção:

  • Preço muito abaixo da média de mercado para a categoria extra virgem.
  • Rótulos com informações incompletas ou ausência do selo de inspeção.
  • Divergência entre o nome do importador no rótulo e o cadastro oficial.
  • Alteração na coloração ou odor característico do azeite de oliva autêntico.

Quais medidas devem ser tomadas pelos clientes?

Quem possui o azeite da marca Afonso em casa deve interromper o consumo imediatamente. A orientação das autoridades sanitárias é que o produto não seja utilizado, nem mesmo para refogar ou temperar alimentos, devido à incerteza sobre a procedência e a segurança dos componentes presentes na garrafa.

A Resolução (RE) 1.359/2026, publicada no Diário Oficial da União, ordena que o estoque existente no mercado seja apreendido e inutilizado. Caso encontre esse item à venda, o consumidor deve denunciar a irregularidade à Vigilância Sanitária local, auxiliando na retirada do lote das prateleiras e protegendo a saúde da população.

Como verificar a procedência de outros produtos similares?

A segurança alimentar depende de uma postura ativa tanto dos órgãos fiscalizadores quanto dos compradores. Sempre que houver suspeita sobre a qualidade de um produto alimentício, é possível consultar o status das resoluções no site oficial do governo para verificar se houve recall ou proibição de venda.

Manter o hábito de observar a regularidade das marcas antes de finalizar a compra é a melhor forma de evitar o consumo de mercadorias irregulares. A transparência na rotulagem e o histórico da empresa importadora são indicadores valiosos para confirmar que o azeite atende aos padrões de consumo humano seguros e estabelecidos por lei.

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