O uso de óleo errado no carro ou de produtos adulterados representa um risco financeiro e mecânico severo. De acordo com a Associação Brasileira de Combate à Falsificação, cerca de 20% dos lubrificantes comercializados no país podem apresentar irregularidades em sua composição.
Como os criminosos falsificam os lubrificantes?
A falsificação evoluiu para métodos que enganam até profissionais experientes. Os golpistas utilizam embalagens originais coletadas em oficinas para reenchê-las com fluidos de baixíssima qualidade, misturas de óleos usados, solventes ou até querosene para alterar a viscosidade visual.
Outra prática comum envolve a venda de óleos reciclados que não passam por tratamento adequado. Esses produtos retêm contaminantes metálicos que agem como lixa interna, acelerando drasticamente o desgaste das peças móveis do propulsor assim que entram em circulação.
Quais sinais observar na embalagem antes da compra?
A atenção aos detalhes físicos no momento da aquisição é a primeira barreira contra o golpe. Qualquer inconsistência no padrão estético ou na qualidade dos materiais da embalagem deve ser motivo suficiente para abandonar a compra e buscar um revendedor de confiança.
Fique atento a estes pontos fundamentais:
- Lacres de segurança frouxos ou com marcas de violação.
- Rótulos com erros ortográficos, informações ausentes ou CNPJ ilegível.
- Presença de sedimentos ou resíduos no fundo do frasco transparente.
- Preços extremamente baixos comparados à média de mercado.
Como o motor reage ao receber um óleo adulterado?
Uma vez instalado, o óleo de má qualidade falha em sua missão de resfriar e lubrificar. O motor passa a apresentar sintomas anormais que indicam uma degradação rápida devido à incapacidade do produto falso de suportar temperaturas elevadas.
Observe se o veículo apresenta estas alterações:
- Odor adocicado ou de solvente vindo do motor.
- Coloração leitosa ou escurecimento precoce do lubrificante.
- Consumo anormal de óleo, exigindo completagens frequentes.
- Acúmulo de borra pastosa visível na tampa de enchimento.
Qual é o impacto financeiro de usar um produto inadequado?
O prejuízo decorrente da falha de lubrificação escala rapidamente conforme o dano interno aumenta. O atrito excessivo degrada bronzinas, pistões e o virabrequim, componentes que são o coração de qualquer veículo moderno.
Veja a estimativa de custos para reparos:
Como garantir a procedência do lubrificante automotivo?
A prevenção é a melhor forma de proteger o patrimônio e garantir a vida útil do veículo. Comprar em canais oficiais e exigir nota fiscal são passos básicos que asseguram o direito à garantia caso ocorra algum problema de fabricação no produto.
Sempre consulte o manual do fabricante para verificar a viscosidade e a norma técnica correta do lubrificante antes de realizar a troca. Ao seguir essas recomendações, o motorista evita surpresas desagradáveis e assegura o desempenho esperado do conjunto mecânico por muito mais tempo.