A reunião entre Flávio Bolsonaro e Donald Trump em Washington foi cercada de tensão, articulações de última hora e simbolismos políticos. O encontro, tratado como estratégico pelo entorno bolsonarista, terminou com foto oficial, presente retido pela segurança e um gesto considerado importante por aliados do senador.
Como o encontro entre Flávio Bolsonaro e Trump foi marcado?
O clima no hotel The Willard, em Washington, foi de apreensão durante toda a terça-feira (26/5). Até poucas horas antes da reunião, aliados de Flávio Bolsonaro evitavam tratar o encontro com Trump como algo totalmente confirmado.
A preocupação aumentou diante das movimentações diplomáticas envolvendo o Irã, que poderiam alterar a agenda da Casa Branca. Integrantes do grupo temiam o desgaste político caso o senador retornasse ao Brasil sem conseguir a esperada imagem ao lado do republicano. As informações são do jornal O Globo.
Como foi a participação de Eduardo Bolsonaro na reunião?
A articulação da agenda contou com interlocutores ligados ao secretário de Estado Marco Rubio e também com a rede política construída por Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Segundo relatos de aliados, Eduardo e o influenciador Paulo Figueiredo participaram apenas rapidamente do encontro. A estratégia era deixar a conversa com “cara de reunião presidencial”, concentrando o protagonismo totalmente em Flávio. Veja os detalhes compartilhados por Eduardo:
Alguns bastidores e fotografia maior do que representa este encontro 👇 https://t.co/jZZQ4mhnmd
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) May 27, 2026
Camisa da seleção brasileira acabou retida na Casa Branca
O senador levou uma camisa da seleção brasileira para entregar pessoalmente a Trump. O plano, porém, não saiu como o esperado após a peça ser retida pela segurança da Casa Branca para procedimentos de inspeção.
Auxiliares afirmaram que o presente deverá ser liberado posteriormente. Mesmo assim, o episódio virou um dos bastidores mais comentados da visita de Flávio aos Estados Unidos. Durante a conversa entre os dois líderes, alguns pontos chamaram atenção:
- Trump perguntou sobre Jair Bolsonaro
- O republicano quis detalhes sobre a situação do ex-presidente
- Flávio transmitiu um abraço enviado pelo pai
- O encontro durou cerca de 1h40 dentro da Casa Branca
Qual o presente de Trump a Flávio?
Ao final da reunião, Trump presenteou Flávio Bolsonaro com uma “challenge coin”, moeda simbólica tradicionalmente entregue por presidentes americanos a aliados e convidados considerados próximos.
O senador mostrou o item a integrantes de sua comitiva ainda dentro da Casa Branca. Nos bastidores do PL, o gesto foi interpretado como um sinal político relevante para fortalecer a conexão internacional entre o bolsonarismo e o trumpismo.
Jason Miller apareceu após coletiva de Flávio Bolsonaro
Depois do encontro, Jason Miller apareceu rapidamente na coletiva concedida por Flávio. O estrategista é um dos principais nomes da comunicação ligada ao trumpismo e mantém relação frequente com Eduardo Bolsonaro.
Aliados avaliam que a viagem ajuda Flávio a recuperar espaço político após semanas marcadas pela crise envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master. A avaliação interna é de que a imagem ao lado de Trump reforça o nome do senador dentro da direita brasileira.
Qual o impacto da viagem aos Estados Unidos?
Nos bastidores do PL, o encontro é visto como um movimento importante em meio às discussões sobre possíveis nomes presidenciais da direita para os próximos anos. Setores do campo conservador passaram a citar alternativas como Michelle Bolsonaro, Romeu Zema e Ronaldo Caiado.
Flávio permanece em Washington até esta quarta-feira e deve retornar ao Brasil na quinta. Na sexta-feira, o senador já possui agenda prevista em Curitiba.