O senador Flávio Bolsonaro afirmou ter tratado de segurança pública, comércio internacional e minerais estratégicos durante encontro com o presidente Donald Trump nesta terça-feira (26/5). A reunião ocorreu em meio ao debate sobre tarifas impostas a produtos brasileiros e às discussões sobre o avanço do crime organizado na América Latina.
Como Flávio Bolsonaro analisa a situação envolvendo PCC e CV?
Durante coletiva após o encontro, Flávio Bolsonaro declarou que solicitou ao governo americano a classificação do PCC e do Comando Vermelho como “organizações terroristas estrangeiras”. Segundo ele, as facções já atuam de forma internacional.
O senador afirmou que os grupos criminosos possuem ramificações nos Estados Unidos e na Europa. Para ele, o Brasil se transformou em um grande centro de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado internacional.
Como o senador critica a postura de Lula diante de Trump?
Na conversa com jornalistas, Flávio também fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao comparar os encontros realizados com Trump. O parlamentar disse existir uma diferença clara entre as posições defendidas pelos dois políticos.
Segundo o senador, enquanto o governo atual busca evitar que facções sejam enquadradas como terroristas, sua proposta seria reforçar o combate internacional ao crime organizado e ampliar a cooperação com os Estados Unidos.
Escudo das Américas entra na pauta do encontro
O pré-candidato ao Planalto afirmou ainda que pretende integrar o Brasil a um “escudo das Américas” voltado ao enfrentamento das facções criminosas e do tráfico internacional. De acordo com ele, a aliança envolveria países aliados dos Estados Unidos. Entre as nações citadas por Flávio estão:
- Argentina
- El Salvador
- Paraguai
- Panamá
- República Dominicana
Como as terras raras ganham destaque nas negociações?
Outro ponto discutido no encontro foi o potencial brasileiro no mercado de terras raras e minerais críticos. Flávio disse a Trump que o Brasil possui uma posição estratégica no setor e poderia reduzir a dependência mundial da China.
Segundo o parlamentar, o país detém a segunda maior reserva mundial desses minerais. Ele defendeu a criação de parcerias de longo prazo entre Brasil e Estados Unidos para ampliar investimentos e geração de empregos.
Tarifas comerciais também entram nas conversas
As tarifas aplicadas sobre produtos brasileiros também estiveram entre os temas debatidos na reunião. Flávio afirmou que pretende buscar um “acordo histórico” entre os dois países caso vença a eleição presidencial de 2026.
O senador declarou que, em um eventual governo comandado por ele, não haveria necessidade de retaliações comerciais. A proposta, segundo afirmou, seria ampliar investimentos e fortalecer relações econômicas com os americanos.