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Início Política

Número de feminicídios no Brasil atinge nível recorde no primeiro trimestre de 2026

Por Junior Melo
06/maio/2026
Em Política
Número de feminicídios no Brasil atinge nível recorde no primeiro trimestre de 2026

Mulher apavorada com o número de feminicídios

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O Brasil enfrenta um cenário alarmante com o aumento da violência contra mulheres, evidenciado pelos dados mais recentes sobre feminicídios no país.

Qual o número de feminicídios registrado pelo Brasil?

O primeiro trimestre de 2026 marcou um recorde de feminicídios no país, com 399 mulheres assassinadas entre janeiro e março. Os dados são do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que monitora os casos por meio do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública.

Esse total representa um crescimento de 7,55% em relação ao mesmo período de 2025, consolidando o trimestre mais letal desde 2015, quando começou a série histórica. O cenário reforça a persistência da violência de gênero no país.

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Como evoluíram os casos de feminicídio no Brasil?

Desde 2015, quando foram registrados 125 casos, o número saltou para 399 em 2026, um aumento de cerca de 219%. A escalada mostra que, apesar de políticas públicas, o problema segue em expansão.

A distribuição mensal em 2026 evidencia a gravidade da situação, com 142 vítimas em janeiro, 123 em fevereiro e 134 em março. A média se mantém em aproximadamente quatro mortes por dia, patamar semelhante ao observado em 2025.

Quais estados concentram mais casos de feminicídio?

O estado de São Paulo lidera o ranking nacional, com 86 registros, apresentando um crescimento expressivo de 41% em relação ao mesmo período do ano anterior. O número é o maior já registrado no estado para um primeiro trimestre. Outros estados também aparecem com números elevados, reforçando que o problema é nacional. Veja os principais destaques:

  • Minas Gerais com 42 casos
  • Paraná com 33 registros
  • Bahia com 25 ocorrências
  • Rio Grande do Sul com 24 casos

Quais regiões apresentam menor incidência?

Enquanto alguns estados concentram altos índices, outros apresentaram ausência de registros no período analisado. É o caso de Acre e Roraima, que não contabilizaram feminicídios no primeiro trimestre de 2026.

Apesar disso, especialistas alertam que a ausência de dados não significa necessariamente ausência de violência, podendo envolver fatores como subnotificação ou dificuldades na classificação dos casos.

Por que os números continuam crescendo no país?

O aumento contínuo dos feminicídios está ligado a fatores como violência doméstica, misoginia estrutural e falhas na proteção às vítimas. Muitos crimes ocorrem dentro de casa, tornando a prevenção ainda mais desafiadora.

Além disso, a reincidência de agressores e a dificuldade de acesso a medidas protetivas eficazes contribuem para a manutenção dos índices elevados. O cenário exige ações mais firmes e integradas entre segurança pública e políticas sociais.

O que os dados revelam sobre o cenário atual?

Os números mostram que o Brasil vive um momento crítico, com o feminicídio se consolidando como uma das formas mais extremas de violência de gênero. Em 2025, o país já havia registrado 1.470 vítimas, o maior número anual da história.

A continuidade dessa tendência em 2026 indica que medidas atuais ainda não são suficientes. O enfrentamento do problema passa por prevenção, educação e fortalecimento das redes de proteção às mulheres, além de punições mais efetivas aos agressores.

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