Dado Villa-Lobos lançou um novo álbum de estúdio e voltou a revisitar memórias da Legião Urbana, incluindo uma declaração sobre Renato Russo que chamou atenção: “Não era esse cara todo. Jogava Master conosco”.
Como Dado Villa-Lobos retoma carreira solo?
Após quase dez anos sem lançar um disco inédito, Dado Villa-Lobos retorna ao cenário musical com o álbum O Que Você Quiser, marcando uma nova fase de sua trajetória artística. O trabalho chega ao streaming em meio a um momento de reavaliação pessoal e profissional do músico.
O disco sucede Exit (2017) e reflete tanto inquietações do presente quanto lembranças do passado, especialmente do período da Legião Urbana. Aos 60 anos, o guitarrista afirma estar mais voltado à sua identidade solo e às transformações do mercado musical atual. As informações são do Estadão.
O que Renato Russo representa na visão de Dado Villa-Lobos?
Durante entrevistas sobre o novo trabalho, Dado revisitou a figura de Renato Russo, seu parceiro na Legião Urbana. Ele destacou que, ao longo dos anos, criou-se uma imagem exageradamente idealizada do cantor.
Para o músico, um dos maiores equívocos sobre Renato é tratá-lo como uma figura exclusivamente “genial e inalcançável”, quando na realidade ele também era humano, cotidiano e próximo dos amigos. Nesse contexto, Dado relembra até momentos de descontração fora dos palcos:
- Renato Russo era visto como figura quase mítica no rock brasileiro
- Dado reforça o lado humano e cotidiano do cantor
- O vocalista também participava de momentos simples com os amigos
- A relação entre eles incluía convivência informal fora da música
Por que ‘Que País É Este’ segue atual segundo o guitarrista em 2026?
Uma das reflexões centrais de Dado envolve a canção “Que País É Este”, escrita por Renato Russo em 1978 e lançada oficialmente em 1987. A música nasceu no fim do governo de Ernesto Geisel e atravessou diferentes contextos políticos do Brasil.
Segundo o guitarrista, a faixa mantém sua força crítica mesmo em 2026, já que o país ainda enfrenta desafios estruturais, crises recorrentes e instabilidade social. A composição segue sendo interpretada como um retrato da realidade brasileira. Além disso, o impacto cultural da Legião Urbana permanece vivo, com músicas que ultrapassaram gerações. Entre os principais exemplos estão:
- Eduardo e Mônica, que se tornou referência da cultura pop nacional
- Faroeste Caboclo, adaptada inclusive para o cinema
- Letras que combinam poesia, crítica social e juventude urbana
- Influência direta do pós-punk britânico como U2 e Joy Division
Como o novo álbum se destaca?
O álbum O Que Você Quiser também reflete o período da pandemia de covid-19 e suas contradições sociais e políticas. Dado descreve o trabalho como uma combinação entre momentos sombrios e passagens mais leves.
O disco reúne colaborações de nomes importantes da música brasileira, além de trazer temas pessoais, como a convivência com os netos e reflexões sobre o cotidiano. Essa mistura reforça o caráter íntimo do projeto. Entre os principais destaques do álbum estão colaborações e temas centrais como:
- Participação de Tiago Iorc na faixa “Dois Brilhantes”
- Contribuições de Humberto Gessinger e Herbert Vianna
- Reflexões sobre a pandemia e o caos político recente
- Temas familiares ligados ao nascimento dos netos
O que acontece com a parceria entre Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá?
Outro ponto importante da trajetória recente de Dado envolve sua parceria com Marcelo Bonfá, com quem realizou shows comemorativos da Legião Urbana desde 2015. Atualmente, a relação artística entre os dois passa por uma pausa.
Apesar de um reencontro previsto para um evento específico em 2026, a continuidade da parceria ainda é incerta. O músico também comenta que o impasse jurídico sobre o uso da marca Legião Urbana segue sem resolução definitiva. Veja fala recente do músico:
Como Dado Villa-Lobos enxerga o legado da Legião Urbana?
Para Dado, o impacto da Legião Urbana vai além da nostalgia e continua influenciando novas gerações. O músico acredita que as letras da banda seguem relevantes por abordarem questões universais do Brasil.
Mesmo após quase três décadas da morte de Renato Russo, a obra do grupo permanece viva no imaginário popular. Para ele, isso reforça a força criativa que marcou a trajetória da banda desde Brasília até o sucesso nacional.