Um surto de hantavírus a bordo de um cruzeiro internacional acendeu um alerta sanitário global após autoridades confirmarem a presença da variante andina, capaz de transmissão entre pessoas.
O que autoridades confirmaram sobre a cepa andina do hantavírus?
O Ministério da Saúde da África do Sul confirmou que a infecção detectada em um passageiro de um navio de cruzeiro é causada pela cepa andina do hantavírus. Segundo o ministro Aaron Motsoaledi, trata-se da única variante entre 38 conhecidas com potencial de transmissão entre humanos.
Os testes laboratoriais iniciais foram decisivos para a identificação da cepa. A confirmação foi apresentada ao parlamento sul-africano nesta quarta-feira (6/5), reforçando a gravidade do caso e a necessidade de investigação internacional.
Como o surto no navio de cruzeiro começou e se espalhou?
O navio MV Hondius partiu de Ushuaia, no extremo sul da Argentina, em 1º de abril, e seguia rota em direção a Cabo Verde quando os primeiros casos foram registrados. A embarcação transporta 88 passageiros e 59 tripulantes, de 23 nacionalidades.
Até o momento, três mortes foram confirmadas pela OMS, incluindo um casal holandês e uma mulher alemã. Além disso, dois passageiros foram transferidos para Joanesburgo, sendo que um deles morreu e o outro permanece internado. Entre os casos relatados, também foi identificado um passageiro hospitalizado na Suíça.
Quais países estão envolvidos nos casos e evacuações?
Diversos países já registram impacto direto ou indireto do surto, seja por casos confirmados, medidas de isolamento ou decisões de contenção. As autoridades atuam de forma coordenada para evitar novos contágios.
Antes da lista, é importante destacar que cada país adotou medidas específicas conforme o avanço das investigações epidemiológicas:
- África do Sul confirmou a cepa e conduz investigações parlamentares
- Suíça registrou caso positivo em Zurique e isolamento de contatos
- Cabo Verde prepara evacuação de três infectados para a capital Praia
- Espanha se opõe ao atracamento do navio nas Ilhas Canárias
Qual é o nível de risco de transmissão entre humanos?
Especialistas reforçam que a variante andina do hantavírus é rara e depende de contato próximo e prolongado para transmissão entre pessoas. Isso a diferencia dos hantavírus europeus, geralmente associados a roedores e suas excreções.
Na Suíça, autoridades de saúde afirmaram que o risco para a população é considerado baixo, mesmo após a confirmação do caso em Zurique. A esposa do paciente infectado foi isolada preventivamente, embora ainda não apresente sintomas.
O que já se sabe sobre os casos na Suíça e investigação médica?
O paciente hospitalizado em Zurique foi diagnosticado após apresentar sintomas e buscar atendimento médico. Ele foi imediatamente isolado e encaminhado ao Hospital Universitário de Zurique (USZ), onde segue em tratamento.
Exames realizados pelo laboratório de referência dos Hospitais Universitários de Genebra confirmaram que se trata da variante andina do hantavírus, originária da América do Sul. O caso também está sendo investigado para rastrear possíveis contatos durante a viagem no cruzeiro e após o desembarque.
Qual é a situação atual do cruzeiro e da investigação global?
O navio MV Hondius permanece no centro das investigações internacionais enquanto autoridades de diferentes países monitoram a situação. A embarcação chegou a ficar ancorada próximo ao porto da capital de Cabo Verde.
A Organização Mundial da Saúde acompanha o caso, considerando o evento como um surto incomum devido à presença da cepa com transmissão humana confirmada. As investigações seguem em andamento para entender como o vírus se espalhou entre passageiros e tripulação, além de avaliar riscos futuros em ambientes de viagens internacionais de longa duração.