• Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Policial
  • Governo
  • Saúde
  • Educação
  • Justiça
  • Contato
    • Contato
    • Política Privacidade
    • Termos de Uso
segunda-feira, 25 de maio de 2026
Terra Brasil Notícias
  • Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Conecte-se
  • Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
Sem resultado
Veja todos os resultados
Terra Brasil Notícias
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
Início Geral

Mulher recebe R$ 15 mil após corrida ser cancelada ao sair de terreiro religioso

Por Guilherme Silva
25/maio/2026
Em Geral
EnviarEnviarCompartilharCompartilhar

Uma passageira em João Pessoa, na Paraíba, obteve uma vitória judicial importante após ter a sua corrida ser cancelada por um motorista de aplicativo. O motivo da recusa foi o local de embarque da consumidora: um terreiro de candomblé, o que gerou uma mensagem discriminatória via chat da plataforma.

Como a Justiça da Paraíba analisou o caso?

Em março de 2026, a Segunda Turma Recursal Permanente da Capital do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) reformou uma decisão anterior, condenando a empresa ao pagamento de R$ 15 mil em danos morais. O juiz José Ferreira Ramos Júnior destacou que a conduta do condutor violou gravemente a dignidade da vítima.

O magistrado afirmou que o cancelamento não pode ser considerado um simples aborrecimento cotidiano, mas um ato concreto de intolerância religiosa. O entendimento unânime do tribunal reforça que empresas intermediárias são responsáveis pelos danos causados por seus parceiros, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990), que pode ser consultado no portal do Planalto.

Leia Também

Ampliação de igreja com megaobra de R$ 9 milhões deve redesenhar avenida em Campo Grande com construção de novo templo de capacidade para 760 pessoas sentadas

Ciclone em formação coloca Paraná em alerta máximo para tempestades e chuvas intensas

Uma catedral gótica em meio a uma floresta de araucárias impressiona pela arquitetura e pelo cenário natural ao redor

Por que a empresa foi considerada responsável?

A condenação baseia-se na responsabilidade solidária da plataforma. Ao oferecer o serviço de transporte, a empresa responde pelos atos praticados contra o consumidor durante a execução da atividade, independentemente da existência ou não de vínculo empregatício formal entre o motorista e a companhia.

Os julgadores aplicaram critérios de punição pedagógica, levando em conta a gravidade da conduta e a necessidade de desestimular práticas preconceituosas. Essa abordagem jurisprudencial é detalhada em análises jurídicas, que acompanha condenações semelhantes em todo o território brasileiro.

Créditos: depositphotos.com / seb_ra
Estátua da justiça – Créditos: depositphotos.com / seb_ra

O que a lei determina sobre a intolerância religiosa?

Desde a promulgação da Lei nº 7.716/1989, conhecida como a Lei do Racismo, a intolerância religiosa é crime no Brasil, com penas de reclusão. A Constituição Federal de 1988 também garante a inviolabilidade da liberdade de crença como um dos pilares fundamentais da sociedade democrática.

No processo em questão, o tribunal entendeu que a mensagem enviada pelo motorista não configura liberdade de expressão. Pelo contrário, trata-se de um ato discriminatório contra religiões de matriz africana, o que agrava a responsabilidade civil da empresa por não prevenir ou coibir adequadamente tal comportamento na plataforma.

Como os tribunais estão decidindo situações similares?

A condenação na Paraíba integra um padrão jurisprudencial que se repete em outros estados. Em janeiro de 2025, o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) já havia fixado o mesmo valor indenizatório de R$ 15 mil para uma passageira vítima de situação análoga em Curitiba.

Os magistrados consideram critérios fundamentais:

  • Gravidade da conduta discriminatória.
  • Parâmetros fixados pela jurisprudência atual.
  • Grau de vulnerabilidade da passageira.
  • Falha na prestação do serviço pela plataforma.

Quais passos seguir caso você sofra discriminação?

Especialistas orientam que o registro de provas é a etapa mais crítica para o sucesso de uma ação indenizatória. Manter o histórico da corrida ser cancelada e a comunicação do chat é o primeiro passo para garantir o respaldo legal necessário.

Além da captura de tela do diálogo, a vítima deve registrar um boletim de ocorrência em delegacia especializada. O uso do Judiciário, via Juizado Especial Cível, permite que o consumidor busque reparação de forma ágil, sem obrigatoriedade de advogado para pedidos de menor valor, assegurando que o direito à dignidade seja devidamente respeitado.

EnviarCompartilharTweet93Compartilhar148
ANTERIOR

Deolane dá passo estratégico em sua defesa e contrata um dos advogados criminalistas mais famosos do Brasil

PRÓXIMO

Uma catedral gótica em meio a uma floresta de araucárias impressiona pela arquitetura e pelo cenário natural ao redor

Please login to join discussion
grupo whatsapp

© 2023 Terra Brasil Notícias

Bem-vindo!

Faça login na conta

Lembrar senha

Retrieve your password

Insira os detalhes para redefinir a senha

Conectar
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Policial
  • Governo
  • Saúde
  • Educação
  • Justiça
  • Contato
    • Contato
    • Política Privacidade
    • Termos de Uso
  • Conecte-se