Após perder o canal no YouTube, o influenciador Bruno Aiub, conhecido como Monark, voltou a enfrentar restrições nas redes sociais. Desta vez, as contas do apresentador no Instagram e no X também foram suspensas, ampliando a repercussão do caso.
Como Monark perdeu acesso a novas redes sociais?
Dias depois do bloqueio aplicado pelo YouTube, Monark teve os perfis removidos ou suspensos em outras plataformas digitais. Segundo sua defesa, as medidas ocorreram sem explicações detalhadas das empresas responsáveis.
O advogado Hugo Freitas, diretor jurídico da Free Speech Union Brasil, afirmou que os recursos internos ainda estão em andamento. A equipe jurídica aguarda respostas antes de definir quais medidas poderão ser tomadas na Justiça brasileira.
YouTube manteve bloqueio por violação de regras?
O influenciador afirmou ter recebido uma notificação informando que estava proibido de criar novos canais e também de monetizar conteúdos no YouTube. A decisão teria sido comunicada durante o último fim de semana.
A Google alegou que o criador de conteúdo violou políticas da plataforma. Já a Meta, responsável pelo Instagram, foi procurada para comentar o caso, mas ainda não havia se manifestado até a publicação das informações.
Como a defesa de Monark reagiu?
De acordo com Hugo Freitas, existe espaço no ordenamento jurídico brasileiro para contestar decisões tomadas por plataformas digitais. O advogado citou contratos firmados entre empresas e produtores de conteúdo como parte importante da discussão.
Segundo ele, diferentes fundamentos podem ser utilizados em eventual ação judicial. Entre os principais argumentos citados pela defesa estão:
- Aplicação do Direito do Consumidor
- Boa-fé contratual entre plataforma e criador
- Proteção constitucional à atividade digital
- Precedentes favoráveis em tribunais brasileiros
Como foi a trajetória de Monark?
Em fevereiro de 2022, Monark gerou forte repercussão negativa ao defender a legalização de um partido nazista durante uma edição do podcast Flow. Na ocasião, ele também declarou que pessoas deveriam ter o direito de ser “antijudeus”.
As falas provocaram reação imediata nas redes sociais e no meio empresarial. No dia seguinte à polêmica, o influenciador deixou a apresentação do Flow e encerrou sua participação na empresa responsável pelo programa.
Influenciador também foi alvo de investigação?
Além das polêmicas envolvendo declarações públicas, Monark chegou a ser incluído em investigações relacionadas aos atos de 8 de janeiro. O influenciador questionou o funcionamento do sistema eleitoral brasileiro em diferentes ocasiões.
O ministro Alexandre de Moraes determinou, em determinado momento, a proibição do uso de redes sociais pelo apresentador. A decisão acabou sendo derrubada em fevereiro de 2025, permitindo o retorno de suas atividades digitais.
Como Monark reage às punições?
Ao comentar os novos bloqueios, Monark declarou que já sofreu diversas consequências profissionais desde a polêmica de 2022. Ele relembrou a perda do Flow e o afastamento do próprio programa como parte dos impactos enfrentados.
“Errei, mas as consequências estão muito fora de proporção”, afirmou o influenciador. Monark também disse acreditar que pessoas poderosas estariam tentando destruir completamente sua carreira nas plataformas digitais.