Meu amigo se mudou para a Colômbia para trabalhar e decidiu comprar uma moto para fugir do trânsito pesado das grandes cidades. Durante meses, ele rodou normalmente sem grandes preocupações, até começar a ouvir comentários sobre novas regras que passariam a valer em outubro de 2026. O problema é que ele achava que as exigências eram parecidas com as do Brasil e quase acabou circulando de forma irregular sem perceber.
O que mudou nas regras dos capacetes na Colômbia?
No começo, meu amigo pensou que seria apenas mais uma fiscalização comum de trânsito. Só que a nova regulamentação colombiana passou a exigir certificações técnicas específicas para os capacetes utilizados por motociclistas.
A partir de 13 de outubro de 2026, os modelos precisam possuir homologação reconhecida oficialmente pelo Ministério de Transporte da Colômbia. Capacetes sem certificação podem até ser apreendidos durante abordagens. Foi aí que ele percebeu que muitos modelos vendidos informalmente talvez nem possam mais ser usados legalmente.
Por que tanta gente ficou confusa sobre o número da placa no capacete?
Meu amigo também acreditava que seria obrigatório continuar estampando o número da placa da moto no casco, como muita gente fazia anteriormente.
Mas a legislação mudou. A exigência foi revogada pela Lei 2251 de 2022, e as autoridades não podem mais aplicar multas por ausência dessa identificação. Isso gerou muita confusão porque muitos motociclistas continuaram acreditando que a regra ainda estava em vigor.
Como ficaram as novas regras para coletes refletivos?
Outro detalhe que pegou meu amigo de surpresa foi o colete refletivo. Ele já sabia que o uso noturno era obrigatório em determinadas situações, mas não imaginava que o governo passaria a exigir padrões técnicos específicos também nesse item.
As novas exigências incluem:
- Faixas refletivas com posicionamento padronizado
- Material homologado pelas normas locais
- Uso obrigatório à noite e em baixa visibilidade
Ele percebeu rapidamente que não bastava qualquer colete comprado pela internet.
O que brasileiros precisam observar ao pilotar no país?
Depois de conversar com outros brasileiros que vivem na Colômbia, meu amigo descobriu que muita gente acaba esquecendo que o Código de Trânsito Brasileiro não vale fora do país.
Para evitar problemas, ele passou a seguir alguns cuidados básicos:
- Verificar se o capacete possui certificação colombiana
- Manter o seguro obrigatório SOAT atualizado
- Conferir as regras locais de circulação
- Regularizar a habilitação conforme exigido pela cidade
Foi aí que ele entendeu que dirigir no exterior exige atenção total às leis locais, mesmo para quem já pilota há muitos anos no Brasil.
Qual diferença mais chamou atenção em comparação ao Brasil?
O que mais surpreendeu meu amigo foi perceber que a Colômbia passou a focar fortemente na certificação técnica dos equipamentos, enquanto o Brasil mantém um modelo diferente de fiscalização para motociclistas.
Aqui, o uso de colete refletivo não é obrigatório para todos os condutores, enquanto na Colômbia esse item continua sendo tratado como parte central da segurança viária.
No fim das contas, ele percebeu que o maior risco não é apenas levar multa, mas pilotar acreditando que as regras brasileiras continuam válidas fora do país. Em 2026, conhecer a legislação local virou praticamente tão importante quanto usar o capacete em si.