O ator norte-americano Jim Caviezel, escolhido para interpretar Jair Bolsonaro no filme Dark Horse, viveu dias de forte tensão durante as gravações no Brasil e chegou a temer sofrer uma facada real durante uma das cenas mais delicadas da produção.
Jim Caviezel exigiu esquema rígido de segurança?
Segundo relatos de integrantes do longa ao jornal O Globo, o astro de Hollywood manteve uma postura reservada desde sua chegada ao Brasil. O ator teria permanecido cerca de seis semanas no país acompanhado por seguranças norte-americanos e brasileiros.
A produção também montou uma estrutura especial para proteger Caviezel nos intervalos das gravações. O ator evitava contato frequente com membros da equipe e utilizava trailers reservados enquanto dublês participavam de ensaios das cenas.
Como o medo da cena da facada aumentou tensão no set?
O momento mais delicado das filmagens aconteceu justamente na recriação da facada sofrida por Bolsonaro em 2018. Conforme profissionais ligados ao projeto, Caviezel demonstrava preocupação constante com a possibilidade de um ataque real durante as gravações.
Por causa desse temor, medidas extras passaram a ser adotadas no set. Integrantes da equipe afirmam que todos os figurantes eram revistados frequentemente antes de entrar nas áreas de gravação da cena.
Produção adotou medidas severas durante as gravações
As regras de segurança implantadas no filme chamaram atenção até mesmo de profissionais acostumados com grandes produções internacionais. Entre as medidas relatadas nos bastidores estavam:
- Proibição de celulares em áreas de gravação
- Revistas pessoais frequentes em figurantes e funcionários
- Uso de equipamentos de reconhecimento facial
- Isolamento do Hospital Indianápolis, usado como cenário
- Presença constante de equipes privadas de segurança
Como o clima político no Brasil assustou o ator?
Relatos apontam que o ambiente político envolvendo o filme aumentava a sensação de insegurança entre integrantes estrangeiros da produção. Segundo uma fonte ouvida pelo jornal, havia receio até mesmo de invasões ao set por movimentos sociais.
A situação teria piorado após Caviezel acompanhar notícias sobre operações policiais violentas no Rio de Janeiro. A repercussão internacional dos episódios deixou o ator ainda mais preocupado com sua permanência no Brasil.
Como o alerta de Donald Trump acelerou saída de Caviezel?
Outro episódio que aumentou o nervosismo ocorreu após um comunicado do presidente norte-americano Donald Trump, recomendando atenção redobrada de cidadãos americanos na América Latina por conta da situação envolvendo a Venezuela.
De acordo com integrantes do projeto, Caviezel chegou a solicitar um plano emergencial para deixar o Brasil “por terra, ar e mar” caso fosse necessário. O diretor Cyrus Nowrasteh conseguiu convencer o ator a permanecer temporariamente no país.
Dublês finalizaram cenas após saída antecipada
Mesmo após continuar nas filmagens por alguns dias, Jim Caviezel acabou deixando o Brasil antes do encerramento oficial da produção. Com isso, parte das cenas finais precisou ser concluída com o uso de dublês e ajustes técnicos tradicionais da indústria cinematográfica.
Em nota, a produtora Go Up Entertainment afirmou que respeitou integralmente as decisões da equipe de segurança do ator. A empresa também confirmou que a antecipação do retorno aos Estados Unidos ocorreu por razões preventivas ligadas ao cenário político internacional.