O deputado estadual Thiago Rangel (Avante) foi preso nesta terça-feira (5/5) durante a 4ª fase da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal (PF). A ação investiga suspeitas de fraudes em contratos ligados à Secretaria Estadual de Educação do Rio (Seeduc).
O que a investigação aponta sobre o esquema?
As apurações apontam irregularidades em compras de materiais e contratação de serviços, incluindo obras de reforma. O caso ganhou força após reportagens exibidas na TV e investigações paralelas conduzidas pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) e pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). Segundo a PF, há indícios de direcionamento de contratos públicos para empresas previamente escolhidas.
Os investigadores afirmam que a região seria uma área de influência política de Rangel, o que teria facilitado a atuação do esquema. Os suspeitos podem responder por organização criminosa, peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. As informações são do portal g1.
Como foram cumpridos os mandados da operação?
A operação mobilizou agentes em diferentes cidades do estado do Rio de Janeiro. As ordens judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ao todo, foram executadas medidas em quatro municípios, com foco em reunir provas e prender suspeitos ligados ao esquema investigado:
- 7 mandados de prisão preventiva
- 23 mandados de busca e apreensão
- Ações no Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana
Como surgiu a Operação Unha e Carne?
A investigação começou a partir de provas obtidas na 1ª fase da operação, que apurava vazamento de informações sigilosas. Esses dados teriam comprometido ações policiais contra o Comando Vermelho (CV).
Na época, o então deputado Rodrigo Bacellar foi preso sob suspeita de envolvimento. As investigações evoluíram e revelaram uma possível rede mais ampla, conectando agentes públicos e interesses políticos.
Quais foram os desdobramentos das fases anteriores?
A operação teve etapas importantes entre 2025 e 2026, ampliando o escopo das investigações. Cada fase trouxe novos elementos e nomes relevantes ao caso.
Na 2ª fase, foi preso o desembargador Macário Ramos Júdice Neto, acusado de repassar informações sigilosas. Já na 3ª fase, Bacellar voltou a ser detido após decisão judicial e cassação de mandato.
O que dizem as defesas dos investigados?
A defesa do desembargador Macário Júdice Neto nega as acusações e afirma que não há provas concretas que sustentem a versão da PF. Os advogados destacam inconsistências em dados de localização e depoimentos.
Já a defesa de Rodrigo Bacellar classificou a denúncia como baseada em “ilações e narrativas refutadas”, alegando falta de evidências. Ambos reforçam que pretendem provar a inocência ao longo do processo judicial.