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Operação na Itália atinge chefe da máfia e apreende mais de R$ 1 bilhão

Por Junior Melo
28/maio/2026
Em Policial
Operação na Itália atinge chefe da máfia e apreende mais de R$ 1 bilhão

Polícia italiana - Foto: Creative Commons

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A polícia financeira da Itália apreendeu mais de € 200 milhões em bens ligados à lavagem de dinheiro da máfia siciliana, em uma operação que mira o império criminoso deixado por Matteo Messina Denaro, um dos chefes mais temidos da Cosa Nostra.

Como a fortuna bilionária ligada à máfia foi apreendida?

As autoridades italianas confirmaram a apreensão de empresas, imóveis de luxo, ouro e participações financeiras avaliadas em mais de R$ 1,1 bilhão. O esquema investigado teria sido abastecido por décadas com dinheiro vindo do tráfico internacional de drogas.

A investigação foi conduzida pela polícia financeira italiana e pelos promotores antimáfia de Palermo. Segundo os investigadores, parte dos ativos estava escondida em diferentes países europeus e até em paraísos fiscais.

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Quem foi Matteo Messina Denaro?

Conhecido como “U Siccu”, Matteo Messina Denaro passou quase 30 anos foragido antes de ser preso em 2023. Ele era apontado como um dos principais líderes da Cosa Nostra, organização mafiosa da Sicília.

Aliado do mafioso Salvatore “Toto” Riina, Denaro foi ligado a atentados violentos em cidades como Roma, Florença e Milão nos anos 1990. Os ataques deixaram mortos e marcaram a guerra da máfia contra o Estado italiano.

Como a investigação rastreou dinheiro em vários países?

Os promotores descobriram uma rede internacional de lavagem de dinheiro usada para movimentar lucros do tráfico de drogas acumulados desde os anos 1980. A operação teve foco especial em Andorra, nos Pirineus.

Além do pequeno principado europeu, os investigadores também encontraram conexões financeiras em países e territórios estratégicos para ocultação de patrimônio. Entre os locais citados estão:

  • Suíça
  • Luxemburgo
  • Ilhas Cayman
  • Espanha
  • Gibraltar

Empresas e banco estrangeiro estavam na mira

Os procuradores italianos identificaram oito empresas ligadas ao esquema criminoso. Cinco delas estavam sediadas na Espanha, enquanto outras operavam em Gibraltar e nas Ilhas Cayman.

Segundo as autoridades, o grupo possuía participação considerada “muito significativa” em um banco libanês. A rede também controlava investimentos milionários em imóveis de luxo e reservas de ouro.

Como as prisões ajudam a desmontar estrutura mafiosa?

Ao menos três pessoas foram presas durante a operação. Uma das suspeitas seria uma mulher de Campobello di Mazara, cidade siciliana onde Messina Denaro manteve seu último esconderijo antes da prisão.

Os investigadores passaram a suspeitar da origem criminosa dos recursos após identificar conexões entre os fundos em Andorra e pessoas com histórico ligado ao tráfico de drogas e à máfia siciliana.

Como a Itália quer impedir retorno do poder da Cosa Nostra?

O procurador nacional antimáfia, Giovanni Melillo, afirmou que atingir o patrimônio da organização criminosa é fundamental para enfraquecer o poder econômico da máfia no cenário internacional.

Já o procurador-chefe de Palermo, Maurizio de Lucia, destacou que a operação conseguiu localizar parte importante dos investimentos feitos pela organização fora da Itália, ampliando o cerco contra a influência global da Cosa Nostra.

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