A chilena Arauco acelerou as obras de sua nova megafábrica de celulose em Mato Grosso do Sul e já alcançou quase 60% de conclusão. O empreendimento bilionário promete transformar a região de Inocência em um dos maiores polos globais do setor até 2028.
Como o Projeto Sucuriú deve virar a maior fábrica de linha única do mundo?
Batizada de Projeto Sucuriú, a nova unidade da Arauco terá capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano. O volume supera a fábrica da Suzano em Ribas do Rio Pardo, atualmente uma das maiores estruturas do segmento.
A expectativa da companhia é colocar a operação em funcionamento total até 2028. O presidente do conselho da controladora Copec, Roberto Angelini, afirmou que o avanço acima do cronograma representa uma conquista técnica importante.
Construção da fábrica já supera cronograma inicial
Segundo a empresa, a obra alcançou quase 60% de execução, índice considerado adiantado diante da complexidade do projeto industrial. A construção começou oficialmente no ano passado e segue em ritmo acelerado no interior sul-mato-grossense.
Angelini destacou que o objetivo é manter o calendário previsto para que a planta esteja plenamente operacional até o fim da década. O investimento total previsto chega a US$ 4,6 bilhões, um dos maiores já anunciados para o setor no Brasil.
Como o investimento bilionário deve ampliar produção da Arauco?
Com a nova fábrica, a Arauco espera elevar sua capacidade produtiva em aproximadamente 70%. O projeto reforça a estratégia da companhia chilena de expandir presença na América do Sul e aumentar competitividade global. Atualmente, a empresa já possui unidades industriais em diferentes países da região. Entre as principais operações da companhia estão:
- Quatro fábricas no Chile, com cerca de 4 milhões de toneladas anuais;
- Uma planta na Argentina, com capacidade superior a 350 mil toneladas;
- Uma fábrica no Uruguai, que produz cerca de 720 mil toneladas por ano;
- Expansão no Brasil com foco no crescimento do mercado internacional de celulose.
Como o Mato Grosso do Sul consolida força na indústria de celulose?
O avanço do Projeto Sucuriú fortalece ainda mais o protagonismo de Mato Grosso do Sul no setor florestal brasileiro. Nos últimos anos, o Estado passou a receber grandes investimentos ligados à produção de celulose e papel.
Além da nova planta da Arauco, a presença da fábrica da Suzano transformou a região em um importante corredor industrial. A combinação de logística, clima favorável e disponibilidade de eucalipto vem atraindo multinacionais do segmento. Veja imagens das obras na fábrica, em vídeo divulgado pela Semadesc:
Como a nova megafábrica pode impulsionar economia regional?
A instalação da unidade em Inocência deve gerar impactos diretos na economia local, incluindo empregos, movimentação logística e crescimento da cadeia florestal. O município sul-mato-grossense já vive mudanças estruturais por causa das obras.
Especialistas do setor avaliam que o empreendimento poderá consolidar o Brasil como uma das maiores potências globais na exportação de celulose. O crescimento da demanda internacional também favorece novos investimentos industriais no país.