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AGU pede suspensão da Lei da Dosimetria e aponta inconstitucionalidade

Por Junior Melo
19/maio/2026
Em Política
AGU pede suspensão da Lei da Dosimetria e aponta inconstitucionalidade

Advocacia-Geral da União (AGU) - Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão imediata e a declaração de inconstitucionalidade da Lei da Dosimetria, em manifestação assinada em nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O que a AGU pediu ao STF sobre a Lei da Dosimetria?

A AGU solicitou ao STF a concessão de uma medida cautelar para suspender imediatamente os efeitos da Lei da Dosimetria. O pedido também inclui a declaração de inconstitucionalidade da norma.

A manifestação foi enviada no âmbito de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade apresentada pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI), e está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

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Por que a AGU considera a lei inconstitucional?

Segundo o parecer, a lei promove um abrandamento desproporcional das penas relacionadas a crimes contra o Estado Democrático de Direito. A AGU argumenta que isso compromete princípios constitucionais fundamentais.

Entre os pontos citados estão a violação da individualização da pena e da isonomia, além de possível risco à proteção da ordem constitucional diante de crimes cometidos por multidões.

Quais falhas no processo legislativo foram apontadas?

A análise da AGU também destacou problemas formais no processo de aprovação da lei. O órgão afirma que houve irregularidades na tramitação que podem comprometer sua validade.

Para esclarecer os principais pontos levantados, o parecer menciona falhas específicas no trâmite legislativo:

  • Fragmentação indevida de veto presidencial
  • Falta de retorno do projeto à Câmara após alterações no Senado
  • Mudanças substanciais sem nova deliberação completa entre as Casas

O que já decidiu o STF sobre a Lei da Dosimetria?

Poucos dias após a promulgação, o ministro Alexandre de Moraes suspendeu a eficácia da lei em decisão liminar. Ele apontou indícios de inconstitucionalidade e risco de interferência em investigações em andamento.

A decisão, no entanto, é provisória e ainda depende de análise do plenário do STF. A Corte deverá decidir de forma definitiva sobre a validade da norma.

Qual é a defesa do Senado e da Câmara?

O Senado Federal e a Câmara dos Deputados apresentaram defesa ao STF sustentando a constitucionalidade da lei. Para o Congresso, não cabe ao Judiciário interferir na política criminal definida pelo Legislativo.

O Senado, liderado por Davi Alcolumbre Davi Alcolumbre, argumenta que a lei não representa absolvição nem legitima crimes, apenas ajusta critérios de execução penal. Além disso, o Congresso defende que a norma:

  • Não descriminaliza condutas
  • Não extingue punibilidade
  • Não anula condenações
  • Apenas recalibra regras de progressão de pena

Como a Lei da Dosimetria impacta os condenados de 8 de janeiro?

A Lei da Dosimetria abre caminho para a redução de penas aplicadas aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023. O alcance inclui condenados em diferentes níveis de participação.

Entre os casos mencionados está o do ex-presidente Jair Bolsonaro Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses no julgamento da chamada trama golpista.

Quando o STF deve decidir o caso?

O caso ainda não foi julgado pelo plenário do STF e segue em análise sob relatoria de Alexandre de Moraes Alexandre de Moraes. A decisão final deverá definir a validade ou não da lei. A expectativa é que o julgamento definitivo ocorra até o fim deste mês, encerrando a disputa jurídica em torno da norma.

Enquanto isso, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva Luiz Inácio Lula da Silva mantém a posição de que a lei apresenta riscos ao sistema constitucional e ao equilíbrio das penas no país.

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