A nova fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, revelou uma rede de troca de informações sigilosas envolvendo o Sicário, que levou à prisão de um agente e ao aprofundamento das investigações sobre o grupo ligado a Daniel Vorcaro.
Como foi a nova prisão na Operação Compliance Zero?
A prisão realizada nesta quinta-feira (14/5) pela Polícia Federal ocorreu após novos desdobramentos da investigação que mira o grupo conhecido como “A Turma”. O foco é a atuação coordenada para obtenção de dados internos de órgãos públicos.
Segundo a PF, o avanço das apurações mostrou indícios de infiltração e uso indevido de informações estratégicas dentro da própria estrutura policial e de órgãos de controle. As informações são do jornal O Globo.
Como a troca de mensagens com Sicário revelou a atuação do grupo investigado?
Segundo os investigadores, a comunicação entre Luiz Philipi Mourão (o Sicário) e o pai de Daniel Vorcaro foi decisiva para expor o esquema. As mensagens indicariam acesso a dados sensíveis da PF e do Ministério Público Federal.
Essas informações, segundo a investigação, eram repassadas para beneficiar interesses ligados ao Banco Master e ao núcleo familiar de Vorcaro.
Quem integra o grupo chamado A Turma segundo a PF?
A Polícia Federal aponta que o grupo seria formado por diferentes agentes com atuação coordenada. A estrutura envolveria desde operadores diretos até articuladores financeiros e jurídicos. Antes de detalhar os nomes e funções, a PF destaca que o objetivo central era intimidar críticos e acessar informações sigilosas:
- Daniel Vorcaro apontado como figura central do conglomerado investigado
- Fabiano Zettel citado como articulador do grupo
- Luiz Philipi Mourão identificado como operador de campo e intermediador de informações
- Agentes e uma advogada também são citados como participantes na estrutura investigada
Como funcionava o acesso a informações sigilosas dentro das instituições?
A PF afirma que havia acesso indevido a sistemas internos e cooperação de pessoas inseridas em órgãos estratégicos. Entre as instituições citadas estão sistemas de cooperação internacional.
Segundo o inquérito, houve uso de canais ligados à Interpol e ao FBI, além de estruturas nacionais, para obter dados sobre alvos considerados adversários.
Qual era o objetivo do grupo investigado pela Polícia Federal?
As investigações apontam que o núcleo investigado buscava intimidar jornalistas, ex-funcionários e críticos do setor financeiro. As ações iam além da simples coleta de dados.
O grupo também teria atuado para construir estratégias de pressão e vigilância contra opositores do conglomerado financeiro ligado a Vorcaro.
O que muda após o afastamento de agentes e avanço da investigação?
Com a nova fase da operação, a PF afastou uma advogada e prendeu um agente suspeito de integrar o esquema. As medidas indicam ampliação do alcance da investigação.
A corporação segue analisando dispositivos, mensagens e conexões internacionais para identificar toda a extensão da rede e possíveis novos envolvidos.