A ponte sobre o Rio Piquiri segue no centro de uma obra importante para a logística do Paraná. Com a estrutura ainda interditada para todos os veículos, a travessia continua sendo feita por balsa gratuita, enquanto o DNIT mantém os serviços de recuperação para devolver segurança e capacidade de carga ao trecho da BR-272.
Por que a ponte sobre o Rio Piquiri está passando por recuperação?
A intervenção foi iniciada para recuperar estruturalmente a ponte sobre o Rio Piquiri e garantir que ela volte a operar com segurança diante das exigências atuais do tráfego. Segundo o DNIT, a obra é emergencial e envolve reforço e reabilitação dos elementos estruturais da chamada Obra de Arte Especial.
O investimento informado é de aproximadamente R$ 12,4 milhões, com foco em preservar a integridade da estrutura e readequar sua capacidade de carga. A ponte fica na BR-272/PR, entre os municípios de Terra Roxa e Francisco Alves.
O que já foi feito na ponte sobre o Rio Piquiri?
Desde o início dos trabalhos, o DNIT informou a conclusão das estacas de fundação e o reforço dos pilares, incluindo tratamento de fissuras e trincas. Também já foi executado o reforço das transversinas, etapa importante dentro do processo de recuperação estrutural.
Na sequência, o cronograma prevê a continuidade dos serviços nos elementos de sustentação. O objetivo é recuperar e reforçar a meso e a infraestrutura da ponte sobre o Rio Piquiri para garantir maior durabilidade e segurança diante das demandas futuras de tráfego.
Como está funcionando a travessia enquanto a ponte permanece interditada?
Como a ponte sobre o Rio Piquiri segue interditada para todos os tipos de veículos, a passagem foi transferida para uma balsa que opera 24 horas por dia. Essa solução foi adotada para manter a circulação na região durante a execução das obras e preservar a segurança de usuários e trabalhadores.
Para entender melhor como essa operação funciona no dia a dia, vale destacar alguns pontos práticos:
- A travessia é gratuita
- A operação funciona 24 horas
- O tempo estimado por travessia é de cerca de 15 minutos
- A capacidade da balsa chega a até 320 toneladas por operação
Quais cuidados estão sendo adotados durante a operação por balsa?
O DNIT informou que o controle de carga é feito por agentes no local, que conferem informações das notas fiscais e organizam o embarque conforme os limites estabelecidos. Isso inclui o controle da quantidade de caminhões por travessia, além da liberação de veículos leves.
Esse monitoramento é importante porque o trecho atende a um fluxo relevante de cargas e precisa funcionar com ordem durante a interdição. A travessia por balsa não é apenas uma solução provisória, mas parte essencial para manter o atendimento à região enquanto a ponte sobre o Rio Piquiri continua em obras.
Por que essa obra tem peso logístico tão grande no Paraná?
A BR-272/PR é tratada pelo DNIT como um eixo logístico importante no estado, ligando municípios como Terra Roxa, Guaíra e Francisco Alves. A rodovia tem papel estratégico no escoamento da produção agrícola, com destaque para soja e milho, além de servir ao transporte de cargas em geral.
No fim, a recuperação da ponte sobre o Rio Piquiri vai muito além de uma obra pontual. Ela impacta a mobilidade, segurança viária e circulação de mercadorias em uma área relevante do Paraná. Até a conclusão dos serviços, prevista pelo DNIT para o segundo semestre de 2026, a balsa gratuita seguirá sendo o elo provisório que mantém a travessia funcionando.