Se você anda mais irritada e sem energia no fim do dia, pode não ser emocional, pode ser hormonal. A perimenopausa provoca mudanças que afetam o humor e o cérebro, explicando essas reações aparentemente sem motivo
O que está acontecendo com o cérebro na perimenopausa?
A perimenopausa é uma fase de transição em que os hormônios como estrogênio e progesterona começam a oscilar de forma irregular. Essas variações impactam neurotransmissores responsáveis pelo humor, como serotonina e dopamina. O resultado é um cérebro mais sensível a estímulos emocionais, com maior tendência à irritabilidade, ansiedade e cansaço mental, especialmente no final do dia, quando a carga acumulada se intensifica.
Por que a irritabilidade no fim do dia parece “inexplicável”?
A irritabilidade no fim do dia não surge de forma repentina, mas do acúmulo de pequenas demandas cognitivas, emocionais e fisiológicas ao longo do dia, que reduzem a capacidade de autorregulação.
Com a queda natural de energia no período noturno, o cérebro passa a filtrar menos as respostas emocionais, tornando-as mais intensas e impulsivas. Esse quadro pode ser intensificado por oscilações hormonais, sobrecarga mental e privação ou fragmentação do sono.
Veja a seguir um vídeo do Instagram que ilustra como esse acúmulo emocional e mental ao longo do dia pode se manifestar no comportamento, especialmente nos momentos de maior exaustão no fim da rotina:
Quais rituais noturnos ajudam a acalmar a mente?
Criar rituais noturnos consistentes ajuda o cérebro a entender que é hora de desacelerar. Isso reduz a ativação do sistema de alerta e favorece a transição para o sono. Esses hábitos não precisam ser complexos, mas devem ser repetitivos e previsíveis para gerar efeito regulador no sistema nervoso.
Entre os rituais noturnos mais úteis incluem-se:
Como diferenciar emoção de hormônio?
Durante a perimenopausa, pode ser difícil separar o que é emocional do que é biológico. No entanto, perceber padrões ajuda a reduzir a autocobrança. Se as mudanças de humor se tornam mais frequentes no fim do dia ou em determinados períodos do mês, há grande chance de haver influência hormonal envolvida.
Entender esse processo não elimina os sintomas, mas reduz a sensação de culpa e perda de controle, permitindo uma relação mais compassiva com o próprio corpo.