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Início Justiça

Polícia Federal apura entrada de malas em voo que transportava Hugo Motta e Ciro Nogueira

Por Junior Melo
28/abr/2026
Em Justiça
Polícia Federal apura entrada de malas em voo que transportava Hugo Motta e Ciro Nogueira

Hugo Motta - Foto: © Lula Marques/Agência Brasil

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A Polícia Federal investiga a entrada de cinco malas no Brasil transportadas em um voo que levava autoridades políticas e empresários, após suspeitas de irregularidades na liberação das bagagens em São Paulo.

O que a Polícia Federal investiga sobre as malas no voo com autoridades?

A Polícia Federal (PF) apura a entrada de cinco malas transportadas em um voo que trazia o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI). O foco está na liberação das bagagens sem inspeção adequada.

Segundo a investigação, o caso pode envolver os crimes de facilitação de contrabando ou descaminho e prevaricação, além da atuação de um auditor fiscal na liberação das malas no aeroporto. As informações são da Folha de SP.

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Quem estava no avião do empresário conhecido como Fernandin OIG?

O voo investigado ocorreu em abril de 2024 e pertencia ao empresário piauiense Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG, ligado ao setor de apostas online. A aeronave retornava de uma viagem ao Caribe.

Além de parlamentares, outras figuras políticas também estavam a bordo, o que ampliou o alcance do caso e chamou a atenção das autoridades. Entre os passageiros estavam:

  • Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados
  • Ciro Nogueira, senador da República
  • Dr. Luizinho, deputado federal e líder do PP na Câmara
  • Isnaldo Bulhões, deputado federal e líder do MDB na Câmara

Como ocorreu a liberação das malas sem raio-X em São Paulo?

De acordo com os autos, as cinco malas não passaram por inspeção de raio-X ao desembarcar no Aeroporto Executivo Internacional Catarina, em São Roque (SP). A liberação teria sido autorizada por um auditor fiscal.

A PF aponta que o servidor permitiu a passagem direta das bagagens, o que levantou suspeitas de possível irregularidade na fiscalização aduaneira.

Por que o caso foi enviado ao STF e está sob sigilo?

O processo foi inicialmente conduzido pela Justiça Federal de São Paulo, mas acabou encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) devido à presença de autoridades com foro privilegiado.

O caso está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes e tramita sob sigilo, o que limita o acesso público às informações detalhadas da investigação.

O que dizem os envolvidos e quais são as próximas etapas da investigação?

O presidente da Câmara, Hugo Motta, confirmou participação no voo e afirmou que seguiu todos os procedimentos legais ao desembarcar, destacando o cumprimento das normas aduaneiras.

Já outros citados na investigação não se manifestaram até a publicação das informações, enquanto a Procuradoria-Geral da República (PGR) deverá apresentar sua posição nos próximos dias sobre o andamento do processo.

O que dizem as autoridades fiscais e como o caso evolui agora?

A Receita Federal informou que eventuais investigações internas seguem em sigilo e que procedimentos disciplinares são abertos sempre que há suspeita de irregularidade funcional.

Com isso, a apuração continua em diferentes frentes, incluindo análise da conduta do auditor fiscal, possíveis responsabilidades criminais e avaliação do envolvimento dos passageiros na situação investigada pela PF.

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