O Projeto de Lei n.º 1.745/2025 promete reformular o Código de Trânsito Brasileiro ao criar uma categoria de habilitação específica para motocicletas de alta potência. A proposta busca aumentar a segurança viária através de uma nova CNH diferenciada.
Como funcionaria a nova subdivisão da categoria A?
De acordo com o texto em tramitação, a atual categoria destinada aos motociclistas seria subdividida para que o acesso a modelos potentes dependa de maior preparo. A medida responde ao crescimento da frota nacional, que hoje conta com milhões de motoristas com a CNH ativa no país.
A proposta foca na redução de acidentes graves, uma vez que esses veículos possuem aceleração superior aos modelos populares de baixa cilindrada. O objetivo é garantir que apenas pilotos com vivência real no trânsito tenham autorização para conduzir máquinas de grande porte em rodovias e áreas urbanas.
Quais seriam as exigências para obter a habilitação especial?
O projeto estabelece critérios rigorosos para a progressão de categoria, visando filtrar condutores inexperientes em veículos de alta performance. Além da idade mínima elevada, o histórico do motorista será um fator determinante para a concessão da nova CNH especial, valorizando a prudência ao guidão.
A capacitação técnica passaria a exigir um treinamento prático voltado especificamente para o comportamento dinâmico de motos pesadas. Confira as principais regras propostas para a nova subdivisão da categoria:
- Tempo de estrada: Exigência de pelo menos 5 anos de experiência prática na categoria tradicional.
- Ficha limpa: Necessidade de manter um histórico sem infrações graves ou gravíssimas nos anos anteriores.
- Capacitação técnica: Obrigatoriedade de concluir um curso prático focado em modelos acima de 500 cc.
- Idade mínima: Estabelecimento da idade mínima de 25 anos para acesso aos modelos mais potentes.
Quais modelos de motocicletas seriam impactados pela lei?
O avanço do projeto levanta dúvidas sobre quais modelos exigiriam a licença especial para circular legalmente. Motos populares no segmento premium, como a Yamaha MT-07 e a Kawasaki Z650, seriam diretamente impactadas pelas novas exigências de formação técnica e tempo de habilitação.
Modelos voltados ao mototurismo de longa distância, como a Triumph Tiger 900 e a BMW F 850 GS, também exigiriam a habilitação especial do condutor. Isso significa que pilotos de aventura precisariam investir em novos exames e comprovação de experiência antes de adquirir essas máquinas de alta cilindrada.
A Honda CB 500X entra na nova regra?
Um ponto importante do texto é que modelos com cilindrada ligeiramente inferior ao corte não seriam afetados. A Honda CB 500X, por exemplo, ficaria abaixo do limite proposto e não exigiria a nova CNH especial, permanecendo acessível para condutores habilitados na categoria comum.
Representantes da indústria acompanham a tramitação para garantir que a cilindrada não seja o único critério de avaliação técnica. O desfecho dessa proposta poderá redefinir o futuro da mobilidade sobre duas rodas no Brasil, priorizando a segurança sem inviabilizar o acesso ao motociclismo de lazer.
Qual o status atual da votação na Câmara dos Deputados?
O texto encontra-se em análise nas comissões competentes e ainda não possui uma data definitiva para votação em plenário. É importante ressaltar que nenhuma das mudanças entrou em vigor, permanecendo o debate sobre como classificar corretamente o que define uma moto de alta performance em solo nacional.
O processo legislativo pode ser acompanhado detalhadamente através do portal oficial da Câmara dos Deputados. Lá, os cidadãos podem verificar os pareceres de cada relator e as possíveis emendas que podem alterar os critérios de idade e tempo de experiência exigidos.
Como se preparar para as possíveis mudanças no trânsito?
Para quem planeja adquirir uma moto potente, a recomendação é manter o prontuário livre de multas e investir em cursos de pilotagem defensiva. A experiência comprovada será o maior ativo do motociclista caso a nova CNH seja aprovada conforme o texto original do projeto de lei em 2026.
As diretrizes para a formação de condutores no país são regulamentadas pelo conselho técnico do Código de Trânsito Brasileiro. Manter-se informado sobre as atualizações legislativas evita surpresas no momento de renovar o documento ou realizar a troca de categoria nas unidades do Detran espalhadas pelo território nacional.