A prisão de Monique Medeiros nesta segunda-feira (20/4) marca um novo capítulo decisivo no processo judicial que apura a morte do menino Henry Borel.
Por que Monique Medeiros voltou para a prisão hoje?
A ré se apresentou à 34ª DP (Bangu) após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar o restabelecimento de sua custódia preventiva. A medida foi confirmada pelo ministro Gilmar Mendes, que rejeitou os últimos recursos da defesa.
O magistrado destacou que a privação de liberdade não fere o direito à ampla defesa dos acusados antes do julgamento final. Com isso, Monique aguardará o desfecho do processo criminal em regime fechado no Rio de Janeiro.
O julgamento do caso Henry Borel foi adiado novamente?
A sessão do II Tribunal do Júri que definiria o futuro dos réus sofreu uma interrupção inesperada devido a uma manobra estratégica. Os advogados de Dr. Jairinho abandonaram o plenário, impossibilitando a continuidade dos trabalhos jurídicos.
A juíza Elizabeth Machado Louro criticou duramente a postura dos defensores, classificando o abandono como um ato atentatório à dignidade da justiça. Abaixo, veja os principais detalhes sobre a nova data e os envolvidos:
- O novo julgamento está oficialmente previsto para ocorrer no final de maio.
- Dr. Jairinho segue detido no Complexo de Gericinó como suposto autor das agressões.
- A justiça aplicará sanções disciplinares devido ao atraso provocado pela defesa no plenário.
Por que o laudo do IML descartou a tese de acidente doméstico?
As investigações sobre a morte da criança, ocorrida em março de 2021, ganharam força após a perícia técnica desmentir os réus. O documento oficial do Instituto Médico Legal foi o pilar para a acusação de homicídio triplamente qualificado.
O exame detalhado revelou que o menino sofreu 23 lesões graves espalhadas pelo corpo, ferimentos incompatíveis com uma queda da cama. Essa prova técnica sustenta a denúncia de tortura e omissão contra a mãe da vítima.
Quais crimes pesam contra Monique Medeiros no processo?
A mãe de Henry Borel enfrenta uma série de acusações graves que vão além da conivência com as agressões sofridas pelo filho. O Ministério Público aponta que houve tentativas sistemáticas de atrapalhar as investigações logo após o crime.
Além de responder por omissão no homicídio, ela é acusada de coação no curso do processo e fraude processual. A denúncia também inclui o crime de falsidade ideológica em depoimentos prestados durante o inquérito policial.