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Início Justiça

Militares são presos pelo Exército Brasileiro por ordem de Alexandre de Moraes

Por Junior Melo
10/abr/2026
Em Justiça
Alexandre de Moraes rebate DPU e afirma que não violou a Constituição

Alexandre de Moraes - Foto: © Bruno Peres/Agência Brasil

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O Exército Brasileiro cumpriu, nesta sexta-feira (10/4), ordens do STF e prendeu três militares condenados no núcleo 4 da investigação sobre a trama golpista, em decisão assinada pelo ministro Alexandre de Moraes.

Por que militares foram presos pelo Exército por ordem do STF?

As prisões foram executadas após determinação do Supremo Tribunal Federal, dentro do avanço das medidas judiciais relacionadas ao núcleo 4 da chamada trama golpista. A ação ocorreu nas primeiras horas da manhã.

Segundo a decisão, o cumprimento das ordens reforça o andamento das condenações já estabelecidas pela Corte, que apura o uso de estruturas do Estado para ações ilegais contra o regime democrático.

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Quem são os militares presos na operação determinada por Alexandre de Moraes?

Entre os detidos está Ângelo Denicoli, localizado e preso em Vila Velha (ES), além do tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida e do subtenente Giancarlo Gomes Rodrigues, capturados em Brasília.

Os dois últimos foram encaminhados ao Batalhão de Polícia do Exército, onde permanecerão sob custódia. As prisões foram confirmadas após monitoramento das autoridades militares e judiciais. Para facilitar a identificação dos envolvidos, os nomes dos militares presos foram confirmados segundo informações da CNN e seguem abaixo:

  • Ângelo Denicoli, preso no Espírito Santo
  • Guilherme Marques de Almeida, preso em Brasília
  • Giancarlo Gomes Rodrigues, preso em Brasília

Quais são as condenações e penas definidas pelo STF no núcleo 4?

As condenações foram definidas pela Primeira Turma do STF, que julgou a participação dos militares no esquema investigado. As penas variam conforme o grau de envolvimento de cada réu. De acordo com a decisão, os três militares presos já possuem sentenças estabelecidas pela Corte, relacionadas à atuação no núcleo 4 da investigação.

  • Giancarlo Rodrigues recebeu pena de 14 anos de prisão
  • Ângelo Denicoli foi condenado a 15 anos e 6 meses
  • Guilherme Marques de Almeida recebeu 13 anos e 6 meses

Quais crimes foram atribuídos aos réus?

As investigações apontam que os réus teriam participado de ações estruturadas dentro de um esquema que envolvia órgãos públicos e ataques ao processo eleitoral. Segundo a PGR, houve uso indevido de estruturas estatais.

As acusações incluem uma série de crimes graves relacionados à tentativa de ruptura institucional. Veja os principais enquadramentos definidos pelo STF:

  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
  • Golpe de Estado
  • Organização criminosa armada
  • Dano qualificado
  • Deterioração de patrimônio tombado

Há foragidos e o que dizem as defesas dos militares envolvidos?

Além dos presos, o coronel Reginaldo Vieira de Abreu não foi localizado e é considerado foragido, já que não havia mandado de prisão formal em seu nome no momento da operação.

A situação dele segue sendo acompanhada pelas autoridades, enquanto o processo avança no âmbito do Supremo Tribunal Federal. A defesa do tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida afirmou que o militar “foi recolhido hoje pela manhã” e destacou que aguarda o julgamento de recurso sobre o caso.

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