O apresentador Carlos Roberto Massa, o Ratinho, foi absolvido pela Justiça do Rio Grande do Norte em ação movida pela deputada Natália Bonavides (PT-RN), envolvendo declarações polêmicas feitas em 2021.
O que motivou o processo contra Ratinho?
A ação judicial teve origem em comentários feitos durante o programa de rádio Turma do Ratinho, exibido pela Massa FM. Na ocasião, o apresentador criticava um projeto de lei da deputada.
Durante a fala, Ratinho sugeriu o uso de violência e fez comentários considerados ofensivos sobre o papel social e a aparência da parlamentar, o que motivou o pedido de indenização.
Quais foram as falas que geraram polêmica?
As declarações ocorreram ao vivo e rapidamente repercutiram. O apresentador reagiu ao projeto de Bonavides com críticas duras e linguagem agressiva. Entre os trechos mais citados estão:
- “Não dá para pegar uma metralhadora?”
- “Vai lavar roupa e costurar a cueca do seu marido”
- Comentários sobre a aparência da deputada
Por que a Justiça decidiu absolver o apresentador?
O juiz Paulo Sérgio da Silva Lima entendeu que as falas se enquadram no contexto de crítica política, ainda que em tom áspero ou considerado inadequado.
Segundo a decisão, figuras públicas, especialmente parlamentares, estão sujeitas a um nível mais elevado de exposição e críticas, o que inclui manifestações mais contundentes no debate público.
Existem outros processos envolvendo o caso?
A decisão recente não é isolada e reforça um entendimento já adotado anteriormente pela Justiça. Em janeiro de 2026, Ratinho também foi absolvido em outra ação relacionada ao mesmo episódio. Atualmente, ainda existem processos em andamento, incluindo:
- Um na Justiça Eleitoral
- Outro na esfera cível envolvendo a Massa FM
Como a deputada reagiu à decisão judicial?
A equipe de Natália Bonavides discordou do entendimento da Justiça e anunciou que irá recorrer da decisão. Em nota, classificou as falas como violência e não como liberdade de expressão.
A parlamentar argumenta que sugerir violência ou reforçar estereótipos de gênero ultrapassa os limites do debate político e atinge diretamente a dignidade pessoal.