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Início Política

Invasões do MST em fazendas e prédios públicos se espalham por cinco estados

Por Junior Melo
16/abr/2026
Em Política
Invasões do MST em fazendas e prédios públicos se espalham por cinco estados

MST - Foto: Wikimedia Commons

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A ocupação de uma fazenda no interior do Ceará reacende o debate sobre a reforma agrária no Brasil e pressiona o governo federal por novas medidas.

Qual a ocupação do MST no Nordeste?

Cerca de 500 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra ocuparam, na madrugada desta quarta-feira (15/4), a Fazenda Córrego, em Madalena, no sertão do Ceará. A ação faz parte de uma mobilização nacional do movimento.

Segundo o MST, a propriedade possui mais de 300 hectares considerados improdutivos, o que justificaria a ocupação dentro da pauta histórica de luta por redistribuição de terras.

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Como será a mobilização nacional do MST em abril?

A ocupação integra a Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agrária, realizada entre os dias 13 e 17 de abril em todo o país. O movimento organiza atos simultâneos para ampliar a visibilidade da causa.

O lema deste ano é “Basta de violência contra os povos e a natureza! 30 anos de Carajás”.

O Massacre de Eldorado dos Carajás volta ao centro das reivindicações?

A escolha da data remete aos 30 anos do Massacre de Eldorado do Carajás, ocorrido em 17 de abril de 1996, quando 21 trabalhadores rurais foram mortos durante uma ação policial.

O MST afirma que o episódio simboliza a violência no campo e a impunidade, destacando que poucos responsáveis foram punidos ao longo das últimas décadas.

O que o movimento alega?

De acordo com o movimento, dos 155 agentes do Estado envolvidos no massacre, apenas dois foram efetivamente presos, o que reforça a crítica à falta de justiça.

Além da responsabilização, o MST também exige reparação às vítimas e sobreviventes, apontando que muitas famílias ainda aguardam reconhecimento e apoio do Estado.

Qual a pressão sobre o governo Lula?

A ocupação também tem como objetivo pressionar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por avanços na política agrária. O movimento avalia que os assentamentos atuais são insuficientes. Entre as principais cobranças feitas ao governo, destacam-se:

  • Ampliação do número de assentamentos rurais
  • Aceleração da reforma agrária
  • Garantia de infraestrutura para famílias assentadas
  • Políticas de apoio à produção agrícola familiar
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