A contratação de navios para a COP30 pelo governo federal gerou debate, mas foi considerada regular após análise do TCU, segundo informações oficiais.
Como foi feita a contratação dos navios para a COP30?
O governo liderado por Luiz Inácio Lula da Silva utilizou a Embratur para viabilizar o aluguel de cruzeiros que serviram como hospedagem durante a COP30, em Belém. O custo total da operação foi de R$ 350,2 milhões.
A contratação não ocorreu diretamente com armadoras. A estatal optou por um modelo intermediado, escolhendo a empresa responsável por meio de chamamento público, seguindo regras administrativas e legais. As informações são do portal Metrópoles.
Qual empresa foi contratada e qual sua ligação com Vorcaro?
A empresa selecionada foi a Qualitours Agência de Viagens e Turismo Ltda, pertencente ao empresário Marcelo Cohen. Ele é apontado como sócio do banqueiro Daniel Vorcaro em um empreendimento hoteleiro.
Apesar da relação empresarial, a Embratur afirmou que não houve participação do Banco Master no processo. A operação financeira foi garantida pelo BTG Pactual, afastando envolvimento direto da instituição ligada a Vorcaro.
Quais empresas forneceram os navios para o evento?
A Qualitours foi responsável por intermediar o fretamento com duas grandes companhias do setor marítimo. Essas empresas são amplamente reconhecidas no mercado internacional de cruzeiros. Entre as armadoras envolvidas, destacam-se:
- MSC Cruzeiros
- Costa Cruzeiros
Como o TCU aprovou a contratação dos navios?
O contrato foi analisado pelo Tribunal de Contas da União, que aprovou a operação por unanimidade. A decisão consta no Acórdão 756/2026, relatado pelo ministro Bruno Dantas.
Segundo o tribunal, houve fundamentação técnica, jurídica e estratégica adequada, além de estudos prévios que sustentaram a escolha do modelo adotado pelo governo.
Por que o modelo foi considerado mais vantajoso?
O TCU apontou que o formato escolhido foi economicamente superior ao afretamento direto. Isso porque a contratação direta exigiria alto desembolso antecipado em moeda estrangeira, sem garantia de retorno financeiro.
Além disso, o valor final pago ficou abaixo do teto estimado inicialmente. O custo de R$ 350 milhões foi considerado compatível e mais eficiente, especialmente diante das limitações de hospedagem no Pará.
Como a falta de estrutura em Belém influenciou a decisão?
Um dos fatores centrais para a escolha foi o déficit de leitos hoteleiros em Belém, incapaz de atender a demanda de um evento global como a COP30. A solução com navios surgiu como alternativa viável.
O TCU também destacou a atipicidade da operação, indicando que dificilmente haveria interesse privado em levar os cruzeiros sem garantias financeiras, o que reforçou a necessidade da intervenção estatal.