O senador Eduardo Girão (Novo-CE) criticou duramente o Supremo Tribunal Federal após a possibilidade de inclusão de Romeu Zema no inquérito das fake news, elevando a tensão política em Brasília.
O que motivou as críticas de Eduardo Girão ao STF?
As declarações de Girão foram motivadas pela movimentação que pode levar o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, a ser incluído no inquérito das fake news do STF. O senador reagiu publicamente nesta segunda-feira (20/4).
Em suas redes sociais, ele classificou o episódio como um “vergonhoso movimento”, apontando o que considera ser um ambiente de intimidação por parte da Corte contra figuras políticas. Veja publicação:
ELES NÃO SE ACHAM DEUSES;ELES TEM CERTEZA! Na véspera de Tiradentes ainda cometem o erro de intimidar outro mineiro corajoso.Agora,via inquérito irregular q há 7 anos é uma espada na cabeça do brasileiro de bem…Mais um vergonhoso movimento dos “intocáveis”q não perceberem ainda… pic.twitter.com/mpUeyiUxsM
— Eduardo Girão (@EduGiraoOficial) April 20, 2026
O que disse Girão sobre o inquérito das fake news?
Girão intensificou suas críticas ao STF ao afirmar que o tribunal atua de forma excessiva e prolongada no inquérito das fake news, instaurado em 2019. Para ele, o procedimento virou uma forma de pressão institucional.
O senador também declarou que há um cenário de intimidação política, mencionando que o inquérito se tornou uma “espada na cabeça do brasileiro de bem”, em referência ao impacto do processo.
Por que Romeu Zema pode ser incluído no inquérito das fake news?
A possível inclusão de Zema ocorreu após uma notícia-crime apresentada pelo ministro Gilmar Mendes, que foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes e à Procuradoria-Geral da República. O caso envolve uma animação publicada pelo ex-governador.
A publicação satírica teria sido interpretada como ofensiva ao STF. Entre os principais pontos levantados no pedido estão:
- Uso de animação satírica “Os Intocáveis”
- Suposta ofensa à honra de ministros do STF
- Alegação de uso de deep fake e edição profissional
- Potencial disseminação de conteúdo considerado enganoso
Qual é o contexto do inquérito das fake news no STF?
O inquérito das fake news foi instaurado em 2019 pelo Supremo Tribunal Federal para investigar ataques, ameaças e disseminação de desinformação contra a Corte e seus ministros. Ele não possui prazo definido para encerramento.
Ao longo dos anos, o procedimento passou a ser alvo de críticas de parlamentares e juristas, que apontam possível concentração de poder e falta de delimitação clara em suas investigações.
Como o episódio amplia a tensão entre STF e Congresso?
A reação de Girão também se insere em um cenário de crescente tensão entre o Judiciário e o Legislativo. O senador afirmou que há desgaste na imagem do STF perante a opinião pública.
Em sua avaliação, o Congresso pode reagir institucionalmente. Ele chegou a mencionar que o Senado Federal pode avançar com pedidos de impeachment, refletindo o clima de atrito entre os Poderes.
O que diz a defesa do STF sobre o caso?
O ministro Gilmar Mendes justificou a iniciativa afirmando que o conteúdo publicado por Zema ultrapassa o limite da crítica legítima e atinge a imagem da Corte e de seus integrantes.
Segundo ele, a animação utiliza “sofisticada edição e mecanismos de deep fake”, criando diálogos inexistentes e com potencial de ampla repercussão, o que justificaria a investigação no âmbito do inquérito das fake news.