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Essa pode ser a pior cor de carro para escolher na compra

Por Guilherme Silva
25/abr/2026
Em Geral
Essa pode ser a pior cor de carro para escolher na compra

Cor do veículo influencia diretamente na desvalorização e liquidez durante a revenda

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Ao entrar em uma concessionária, a maioria dos motoristas opta pelo seguro: tons neutros que “não cansam o olhar”. No entanto, o que parece ser uma escolha prudente pode ser um erro financeiro. A cor do carro influencia diretamente a velocidade da venda e, principalmente, o quanto de dinheiro sobrará no seu bolso anos depois.

Qual cor apresenta a maior desvalorização no Brasil?

Surpreendentemente, o cinza, uma das cores mais comuns nas ruas, é a que apresenta a maior taxa de depreciação em categorias como SUVs e peruas. Segundo levantamentos da OLX Autos, esse tom pode registrar perdas próximas de 12% no momento da revenda, superando a média de outras tonalidades populares.

Embora preto e branco sejam cores muito procuradas, a grande oferta desses veículos no mercado de usados aumenta a concorrência. Quando há muitos carros iguais disponíveis, o preço tende a cair, já que o comprador pode comparar e negociar entre várias opções semelhantes.

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Por que cores exóticas seguram melhor o valor de mercado?

A lógica do mercado de usados é baseada na escassez. Cores como amarelo e laranja, embora menos vendidas nas concessionárias, apresentam as menores taxas de desvalorização. Isso ocorre porque quem procura um veículo nessas cores específicas está disposto a pagar o preço pedido, já que a oferta é raríssima.

No Brasil, o vermelho também se destaca. Com apenas cerca de 6% da frota nacional, essa cor costuma desvalorizar menos que o prata ou o cinza. Ter um carro com uma cor vibrante pode ser o diferencial para uma venda rápida e lucrativa, fugindo do mar de cores neutras que satura os anúncios online.

Carros - Créditos: depositphotos.com / welcomia
Carros enfileirados – Créditos: depositphotos.com / welcomia

Fatores que pesam mais do que a pintura na desvalorização

Apesar de importante, a cor do carro não é o único fator que define o valor do veículo. A força da marca e a procura pelo modelo específico costumam ter um peso maior na conservação do preço ao longo do tempo.

Confira os elementos que mais impactam o preço final:

  • Marca e Modelo: Veículos com fama de “inquebráveis” desvalorizam muito menos.
  • Histórico de Manutenção: Carimbos no manual valem mais do que uma pintura impecável.
  • Segmento: Atualmente, SUVs seguram melhor o valor do que sedãs grandes ou hatches de luxo.

Abaixo, comparamos as intenções de busca versus a retenção de valor real:

Apesar da alta procura, o excesso de carros cinza derruba o preço. Já cores vibrantes valem mais pela menor oferta.
Apesar da alta procura, o excesso de carros cinza derruba o preço. Já cores vibrantes valem mais pela menor oferta.

Quais as dicas para não perder dinheiro na hora de trocar o veículo?

Se o seu foco é o investimento, considere fugir do cinza tradicional e avalie o histórico de revenda da marca. Modelos como o Jeep Wrangler, por exemplo, registraram depreciação de apenas 3% em 2025, um número impressionante se comparado à média de mercado de 7%.

Antes de fechar o negócio, pesquise a aceitação daquela cor específica na sua região. Em locais com muito sol, cores escuras podem ser rejeitadas pelo aquecimento interno, enquanto no mercado corporativo, o branco continua sendo o padrão. Equilibrar seu gosto pessoal com as estatísticas de revenda é o segredo para que a cor do carro não se torne um prejuízo anunciado no futuro.

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