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Início Política

Douglas Ruas pressiona STF por rapidez e questiona governo interino: “Carece de legitimidade”

Por Junior Melo
30/abr/2026
Em Política
Douglas Ruas pressiona STF por rapidez e questiona governo interino: "Carece de legitimidade"

Douglas Ruas - Foto: Divulgação/Alerj

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O clima político no Rio de Janeiro ganhou novos contornos após críticas duras à permanência do governador interino, ampliando a pressão por uma definição rápida do Supremo Tribunal Federal.

Como Douglas Ruas cobra o STF?

O presidente da Alerj, Douglas Ruas, elevou o tom ao criticar a permanência do desembargador Ricardo Couto como governador interino. Em discurso, ele afirmou que quem ocupa o poder de forma temporária “carece de legitimidade” para decisões estruturais.

Ruas reforçou que não se trata de crítica pessoal, mas institucional. Ele pediu que o STF acelere o julgamento para evitar prolongar a incerteza política no estado.

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Como está a gestão interina no Rio?

Desde que assumiu o governo em 24 de março, Ricardo Couto promoveu mudanças significativas na máquina pública. Ao todo, já foram 859 exonerações, além da extinção de órgãos ligados à estrutura administrativa.

Entre as medidas, está o fim da Subsecretaria de Gastronomia. As decisões reforçam o debate sobre até que ponto um gestor interino deve implementar mudanças profundas.

Eleição direta é defendida como saída democrática?

Durante seu discurso, Ruas voltou a defender a realização de eleições diretas para escolher um novo governador até o fim do ano. Para ele, esse modelo representa o pleno exercício democrático.

Ele reconheceu, porém, que há lacunas na legislação federal. Segundo o parlamentar, a falta de regras claras contribui para a repetição de crises institucionais em diferentes estados.

Como a disputa política e a judicialização aumentam tensão?

Ruas também criticou o que chamou de uso frequente do Judiciário após derrotas políticas. Ele citou episódios recentes e afirmou que disputas têm sido levadas aos tribunais em vez de resolvidas no campo político. Nesse contexto, ele apontou fatores que, segundo sua visão, agravam a crise:

  • Falta de consenso político sobre regras de sucessão
  • Judicialização constante de decisões legislativas
  • Questionamentos no STF sobre normas estaduais
  • Conflitos entre partidos dentro da Alerj

Ele ainda mencionou críticas indiretas ao ex-prefeito Eduardo Paes, classificando o cenário como uma “gincana política”.

Como o PSD aponta impasse?

O líder do PSD na Alerj, Luiz Paulo, afirmou que a indefinição atual é resultado da ausência de acordo político. Segundo ele, a decisão sobre o modelo eleitoral acabou sendo transferida ao STF.

O deputado defende a eleição indireta, argumentando que o modelo permite maior complexidade e até dois turnos. Ainda assim, reconhece que caberá ao Supremo resolver todas as pendências.

Como deputados divergem sobre a responsabilidade política?

Parlamentares de diferentes partidos reagiram às falas de Ruas e apresentaram visões divergentes sobre o cenário. O deputado Vitor Junior (PDT) defendeu a atuação do interino e afirmou que a Constituição está sendo respeitada.

Já Flávio Serafini (PSOL) atribuiu a instabilidade a eventos políticos anteriores, incluindo a situação envolvendo o ex-governador. Para ele, o cenário atual é inédito e resultado de decisões que levaram à crise institucional.

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