O governo dos Estados Unidos anunciou uma nova flexibilização das sanções econômicas impostas à Venezuela, ampliando as possibilidades de negócios nos setores de petróleo, gás e mineração do país sul-americano. As medidas foram divulgadas nesta quarta-feira (10) pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão ligado ao Departamento do Tesouro norte-americano.
Ao todo, foram emitidas sete licenças voltadas principalmente para o setor energético venezuelano. As autorizações permitem a venda de diluentes produzidos nos Estados Unidos para a Venezuela, transações relacionadas às operações de petróleo e gás, atividades ligadas à exploração e comercialização de minerais venezuelanos, o fornecimento de bens e serviços para operações minerais e negociações envolvendo a estatal petrolífera PDVSA (Petróleos de Venezuela S.A.).
A decisão representa mais um passo no processo de reaproximação entre Washington e Caracas iniciado após a mudança de comando político na Venezuela. Desde o início do ano, o governo de Donald Trump vem promovendo uma série de medidas para reduzir restrições ao setor energético venezuelano e incentivar investimentos estrangeiros no país.
Nos últimos meses, os Estados Unidos já haviam autorizado empresas internacionais como Chevron, BP, Shell, Eni e Repsol a retomarem ou ampliarem operações no território venezuelano, além de permitir novos contratos de investimento ligados à exploração de petróleo e gás.
As novas licenças também se somam à retirada de sanções contra a presidente venezuelana Delcy Rodríguez e à ampliação do acesso do sistema financeiro venezuelano a operações internacionais, medidas vistas como sinais de uma normalização gradual das relações entre os dois países.
Analistas apontam que a flexibilização ocorre após mudanças implementadas pelo governo venezuelano em áreas consideradas estratégicas por Washington. Entre elas está a reforma da Lei de Hidrocarbonetos, que reduziu o controle estatal sobre a indústria petrolífera e abriu espaço para uma participação maior de empresas privadas e investidores estrangeiros no setor.
A expectativa é que as medidas contribuam para aumentar a produção de petróleo da Venezuela, atrair novos investimentos e impulsionar a recuperação econômica do país. Apesar da abertura, parte das sanções norte-americanas permanece em vigor, e as operações autorizadas continuam sujeitas às regras e condições estabelecidas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.
