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Início Justiça

Defensoria Pública da União diz que Moraes “violou Constituição” em processo contra Tagliaferro e pede anulação

Por Junior Melo
17/abr/2026
Em Justiça
Defensoria Pública da União diz que Moraes “violou Constituição” em processo contra Tagliaferro e pede anulação

Eduardo Tagliaferro - Foto: Alejandro Zambrana/TSE/Senado

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A Defensoria Pública da União (DPU) pediu a anulação imediata de decisão do ministro Alexandre de Moraes em processo envolvendo o ex-assessor do TSE Eduardo Tagliaferro. O órgão afirma que houve violação de garantias constitucionais e regras do processo penal.

Por que a DPU afirma que houve violação da Constituição no caso Tagliaferro?

A DPU sustenta que a decisão de Moraes desrespeitou o artigo 5º, inciso LV, da Constituição Federal, que assegura o direito ao contraditório e à ampla defesa. Segundo a instituição, Tagliaferro não teve chance de se manifestar antes da nomeação da Defensoria.

No entendimento da defesa pública, também foram desrespeitados dispositivos do Código de Processo Penal (CPP) e normas da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Esses instrumentos garantem ao acusado o direito de escolher seu próprio defensor. As informações são do portal Metrópoles.

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O que diz a DPU sobre a nomeação da defesa sem consentimento do acusado?

A Defensoria argumenta que a nomeação automática de um defensor sem autorização de Tagliaferro não tem base legal. Para o órgão, esse tipo de medida só poderia ocorrer após tentativa de contato direto com o acusado.

Além disso, a DPU reforça que a decisão judicial ignorou etapas obrigatórias previstas na legislação processual. Isso, segundo a instituição, compromete a validade do ato.

Quais regras do Código de Processo Penal teriam sido desrespeitadas?

A DPU aponta que o artigo 265, §3º, do CPP estabelece uma ordem obrigatória em casos de abandono da defesa. Primeiro deve ocorrer a intimação pessoal do réu, antes da nomeação de defensor público ou dativo.

Para a instituição, essa sequência legal não foi respeitada no caso de Tagliaferro. A interpretação do dispositivo, segundo a DPU, não permite flexibilização por conveniência processual. Entre os pontos citados pela Defensoria como não cumpridos estão:

  • Ausência de intimação pessoal do acusado
  • Falta de tentativa formal de localização de Tagliaferro
  • Inexistência de certidão comprovando impossibilidade de contato
  • Nomeação direta da DPU sem etapa intermediária prevista em lei

O abandono da defesa foi realmente configurado no processo de Tagliaferro?

A DPU contesta a justificativa de abandono da causa pelos advogados anteriores de Tagliaferro. A instituição afirma que a ausência na audiência do dia 17 de março teve motivo justificado.

Os advogados também teriam questionado a validade da intimação feita por edital. Para a Defensoria, isso reforça a irregularidade do procedimento adotado. Mesmo admitindo a hipótese de abandono, a DPU sustenta que as regras do CPP deveriam ter sido seguidas integralmente. A nomeação da defesa pública só poderia ocorrer após todas as tentativas legais de contato.

O que a DPU pede na ação contra a decisão de Moraes?

Na petição enviada ao ministro Alexandre de Moraes, a DPU solicita a anulação imediata da decisão judicial que determinou sua atuação na defesa do ex-assessor. O órgão sustenta que houve vício processual grave.

Segundo a Defensoria, a irregularidade compromete a validade de todos os atos subsequentes. Por isso, a correção do procedimento seria necessária antes do prosseguimento do processo. A instituição reforça que a proteção ao direito de defesa é um pilar do devido processo legal. Qualquer violação, segundo a DPU, deve ser tratada como nulidade absoluta.

Qual é o impacto jurídico da disputa entre DPU e STF neste caso?

O caso abre debate sobre os limites da atuação judicial na definição de defensores em processos penais. A DPU afirma que a autonomia do acusado deve ser preservada como regra central do sistema de justiça.

Especialistas apontam que a discussão envolve interpretação de garantias fundamentais previstas na Constituição. Isso inclui o equilíbrio entre eficiência processual e direitos individuais. Enquanto isso, o processo segue sob análise, com expectativa de nova manifestação do STF sobre o pedido de anulação apresentado pela Defensoria Pública da União.

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