A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a apreensão e a proibição de uma série de fitoterápicos de origem desconhecida comercializados ilegalmente pela internet. A medida visa retirar do mercado produtos sem registro que prometem tratamentos sem qualquer comprovação científica de segurança.
Quais fitoterápicos foram proibidos pela Anvisa?
A lista de produtos irregulares abrange principalmente variações de suplementos à base da planta conhecida como Canela de Velho (Miconia albicans), muitas vezes combinada com Sucupira e Cloreto de Magnésio. Marcas como Natuviva, Natuvite, Denature, Status Verde, Fonte Verde, Fito Green, Sollo Nutrition, Essentialpure, Ns Produtos Naturais e Maria Brasil foram citadas por venderem suplementos sem a devida notificação no órgão regulador.
Os fitoterápicos de origem desconhecida representam um risco, pois não há garantia sobre a pureza das ervas ou a ausência de contaminantes. A fitoterapia é o tratamento de doenças por meio do uso de plantas medicinais, mas no Brasil exige regras rígidas de fabricação e cadastro para que o consumo seja considerado seguro.
Como identificar o Mounjaro adulterado no mercado?
A fiscalização também identificou a adulteração do medicamento Mounjaro (lote D719674C), usado no tratamento de diabetes tipo 2, obesidade e sobrepeso. A empresa responsável pelo registro, Eli Lilly do Brasil Ltda, alertou que a embalagem tem um lote válido, mas foi feita para outros países, como Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Catar. Já a caneta que vem dentro apresenta rótulo falsificado, com informações que não batem com os registros oficiais da empresa.
O uso de medicamentos injetáveis adulterados é extremamente perigoso, podendo causar infecções graves ou falha no tratamento metabólico. Por ser um tema de saúde crítica (YMYL), a Anvisa reforça que os pacientes devem verificar se o lote e a procedência do item correspondem exatamente ao registro autorizado no país antes de qualquer aplicação.
Quais lotes de toxina botulínica Dysport são falsos?
A medida atingiu os lotes P22179 e W26232 da toxina botulínica Dysport 500 U. A fabricante Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda confirmou que as unidades encontradas não pertencem a lotes genuínos do produto e apresentam diversas desconformidades físicas em relação ao produto original, o que atesta a falsificação.
Acompanhe os perigos de produtos sem procedência:
- Paralisia indesejada: substâncias desconhecidas podem causar efeitos neuromusculares imprevisíveis.
- Reações alérgicas: ausência de controle sanitário aumenta a chance de choques anafiláticos.
- Ineficácia terapêutica: o produto pode não produzir o efeito estético ou médico esperado.
- Infecções locais: falta de esterilidade no processo de envase clandestino.
Onde consultar a lista oficial de medicamentos proibidos?
Todas as proibições de fitoterápicos irregulares e lotes falsificados foram publicadas na Resolução (RE) 1.494/2026, disponível para consulta pública no Diário Oficial da União, canal oficial de transparência das decisões do governo federal.
O consumidor deve desconfiar de preços muito abaixo da média de mercado praticados em sites de vendas genéricos. Medicamentos controlados ou biológicos devem ser adquiridos apenas em farmácias e distribuidores licenciados que garantam a cadeia de frio e a rastreabilidade exigida pela Vigilância Sanitária local e nacional.
O que fazer se você adquiriu um desses produtos?
Caso tenha em mãos algum dos lotes mencionados ou produtos das marcas de Canela de Velho suspensas, interrompa o uso imediatamente. É fundamental entrar em contato com a Anvisa por meio dos canais de atendimento oficiais para relatar a origem da compra e ajudar nas investigações contra os fabricantes clandestinos.
A segurança do paciente depende da fiscalização ativa e do consumo consciente. Ao evitar produtos sem registro, você protege seu organismo e contribui para o combate ao mercado ilegal de medicamentos no Brasil, garantindo que sua saúde não seja colocada em risco por promessas de curas milagrosas e baratas.