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As 21 ilhas vulcânicas brasileiras no meio do Atlântico que emergiram do fundo do mar há 12 milhões de anos

Por Maura Pereira
10/mar/2026
Em Geral
As 21 ilhas vulcânicas brasileiras no meio do Atlântico que emergiram do fundo do mar há 12 milhões de anos

Fernando de Noronha é destino dos sonhos, com praias intocadas, pôr do sol marcante e clima perfeito para desconectar. // Créditos: depositphotos.com / nidohuebl.gmail.com

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O que se vê acima da água em Fernando de Noronha é apenas a ponta de uma montanha vulcânica com base a 4 mil metros de profundidade. O arquipélago de ilhas vulcânicas mais desejado do Brasil começou como magma, virou ilha, recebeu Darwin, serviu de presídio e hoje é Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO.

Um vulcão que virou paraíso: a origem do arquipélago

Há cerca de 12 milhões de anos, magma extravasou por fraturas profundas no assoalho do Oceano Atlântico Sul, gerando uma cadeia de montanhas submarinas. O arquipélago de Fernando de Noronha é a porção emersa dessa cadeia já extinta, resultado de dois grandes episódios eruptivos separados por um período de erosão. O ponto mais alto é o Morro do Pico, com 321 metros, uma chaminé vulcânica que domina a paisagem da ilha principal.

Só na ilha principal são encontrados 36 tipos de rochas de origem vulcânica. Essa diversidade geológica sustenta um ecossistema único, que levou a UNESCO a reconhecer o arquipélago, junto ao Atol das Rocas, como Sítio do Patrimônio Natural da Humanidade em 2001. O motivo: suas águas são área de alimentação essencial para atum, tartarugas, tubarões, cetáceos e aves, além de abrigar a maior concentração de golfinhos rotadores residentes do planeta.

As 21 ilhas vulcânicas brasileiras no meio do Atlântico que emergiram do fundo do mar há 12 milhões de anos
Arquipélago de Fernando de Noronha encanta com praias cristalinas, fauna marinha rica e trilhas pela ilha principal de origem vulcânica. // Créditos: depositphotos.com / nachosuch

Presos políticos, Darwin e a Segunda Guerra: uma história intensa

Descoberto em 1503 por Américo Vespúcio durante expedição ao Brasil, o arquipélago foi doado ao fidalgo português Fernão de Loronha, tornando-se a primeira Capitania Hereditária do país. Ingleses, franceses e holandeses disputaram a ilha ao longo dos séculos XVI e XVIII. A partir de 1737, Pernambuco retomou o controle e instalou um sistema de dez fortes para defender o território.

Em 1832, o naturalista Charles Darwin passou pelo arquipélago a bordo do HMS Beagle e anotou em seu diário admiração pela floresta densa e pelo vulcanismo das rochas. Em 1938, o governo federal instalou um presídio político. Capoeiristas, farroupilhas e opositores do regime vieram parar ali. Durante a Segunda Guerra Mundial, em 1942, o arquipélago se tornou Território Federal e base estratégica da Marinha americana no Atlântico Sul. Só em 1988 a ilha voltou a Pernambuco como Distrito Estadual, e o Parque Nacional Marinho foi criado no mesmo ano.

Fernando de Noronha é o destino dos sonhos de muitos brasileiros, um santuário marinho com águas tão transparentes que permitem avistar tubarões, tartarugas e arraias a todo momento. O vídeo é do canal Mentes Flutuantes, que conta com mais de 70 mil inscritos, e apresenta um guia completo de 4 dias na ilha, detalhando roteiros, custos e as praias mais cinematográficas do arquipélago:

O que fazer nas praias e no mar de Noronha?

O Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, administrado pelo ICMBio, cobre 70% do arquipélago. O ingresso é válido por 10 dias e dá acesso às principais praias e pontos de mergulho. Algumas trilhas exigem agendamento prévio, com vagas limitadas pelo estudo de capacidade de suporte.

  • Baía do Sancho: eleita sete vezes a mais bela praia do mundo pelo Travelers’ Choice do TripAdvisor. O acesso se faz por uma escadaria cravada numa fenda das falésias ou por barco. Mergulho livre com colete obrigatório na área controlada pelo ICMBio.
  • Baía dos Golfinhos: santuário onde centenas de golfinhos rotadores se reúnem diariamente para descansar. Não é permitido descer à praia nem entrar na água: o atrativo é o mirante, especialmente ao amanhecer, quando os grupos são maiores.
  • Baía dos Porcos: pequena faixa de areia entre rochas vulcânicas com água cor de esmeralda e vista direta para o Morro Dois Irmãos, cartão-postal do arquipélago. Raias e tartarugas são avistadas com frequência.
  • Baía do Sueste: piscina natural onde tartarugas marinhas vêm se alimentar no mangue. Visitantes entram na água com colete flutuador, sem tocar o fundo. Encontro quase garantido com as tartarugas dóceis.
  • Praia do Atalaia: piscinas naturais rasas com visibilidade excepcionais. Acesso apenas por trilha com agendamento obrigatório e número diário limitado de visitantes. Tubarões-lixa, polvos e moreias aparecem nas poças de maré.
  • Caverna da Sapata: um dos pontos de mergulho mais técnicos do arquipélago, a cerca de 20 metros de profundidade. A visibilidade na água pode chegar a 50 metros, impulsionada pela Corrente Sul Equatorial, que traz água quente da África.

Gastronomia do Atlântico: o que comer em Noronha

A cozinha noronhense é definida pelo mar. O peixe chega fresco do dia e os cardápios mudam conforme a pesca. Restaurantes com mesas ao ar livre e vista para o Atlântico são a norma na Vila dos Remédios e na orla.

  • Peixe grelhado com molho de maracujá: prato símbolo da ilha, servido em quase todos os restaurantes, com peixes capturados localmente.
  • Tubalhau: bolinho de tubarão, iguaria local que virou marca registrada noronhense, servido como petisco.
  • Lagosta na manteiga ou no coco: disponível conforme a temporada de pesca, preparada de formas variadas pelos chefs da ilha.
  • Sardinha da ilha em conserva: usada apenas pelos pescadores locais para isca, foi incorporada ao cardápio do restaurante Benedita Cozinha, liderado pelo chef Dário Costa, em conserva artesanal sobre focaccia.
  • Sorvete de frutas tropicais: sabores de pitanga, cajá e graviola refrescam as tardes quentes nos quiosques da Vila dos Remédios.
A "Esmeralda do Atlântico" que conquista turistas com águas cristalinas que parecem de outro planeta
Viva a magia de Paraty: baías turquesas, cachoeiras e cultura vibrante que encantam o coração e renovam a alma do viajante. // Créditos: depositphotos.com / elder

Quando ir a Fernando de Noronha e como é o clima?

O arquipélago tem clima tropical oceânico quase estável ao longo do ano, com temperaturas entre 25°C e 32°C. As duas estações definem o tipo de experiência possível em cada período.

ESTAÇÃO SECA
AGO – JAN
25-30°C
Chuva baixa. É o “verão” da ilha, com mar calmo e visibilidade perfeita para mergulho, snorkel e passeios de barco.
ESTAÇÃO CHUVOSA
FEV – JUL
26-32°C
Chuva alta. A ilha fica exuberante e verde; ideal para trilhas, explorar a Vila dos Remédios e ver o pôr do sol épico.

Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar. Na estação chuvosa, trilhas ficam enlameadas e exigem chegada com antecedência aos PICs.

O arquipélago que abriga as praias mais bonitas do planeta é brasileiro, sendo considerada melhor que o Caribe e Havaí
Vista aérea da Baía do Sancho em Fernando de Noronha, mar turquesa, falésias e natureza preservada.​

Como chegar ao arquipélago de Pernambuco?

Fernando de Noronha fica a 545 km de Recife e a 350 km do Rio Grande do Norte, com acesso exclusivo por via aérea. Voos partem de Recife e Natal, com duração de cerca de 1h30. Ao desembarcar, é cobrada a Taxa de Preservação Ambiental (TPA), calculada por diária de permanência. O ingresso do Parque Nacional Marinho, adquirido no ICMBio ou online, é separado e válido por 10 dias.

Noronha: onde cada mergulho revela um mundo novo

Fernando de Noronha é um dos raros destinos onde a paisagem acima e abaixo da água concorrem em beleza. Vulcão adormecido, presídio, base militar e santuário ecológico: poucas ilhas no mundo acumulam camadas tão distintas de história e natureza em apenas 26 km².

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Você precisa conhecer Noronha pelo menos uma vez, preferentemente fora da alta temporada, quando o mar fica para você e os golfinhos, sem pressa.

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