Três das principais ligações rodoviárias entre a capital paulista e o litoral Norte seguem com bloqueios parciais ou totais após temporais que atingem o estado, afetando moradores, turistas e transporte de cargas e exigindo atenção redobrada de quem precisa circular entre São Paulo e a região litorânea.
Quais rodovias entre São Paulo e o litoral Norte estão interditadas?
As restrições se concentram em trechos de serra, vulneráveis a queda de barreiras e deslizamentos em períodos de chuva intensa, enquanto a Defesa Civil mantém monitoramento contínuo e ajusta serviços públicos para reduzir a circulação em áreas de risco.
A Rodovia Tamoios (SP-099), acesso a Caraguatatuba e demais cidades do litoral Norte, está com a serra antiga totalmente interditada, com tráfego desviado para a serra nova (SPI-065/099), que opera sob monitoramento constante e pode ter lentidão em horários de pico.
Como está a situação da Anchieta e da SP-255?
Na Rodovia Anchieta (SP-150), a queda de barreira no sentido Sul, na altura do km 45, isolou o ponto afetado e fez o trânsito ser transferido para a pista Norte, que opera em sentido invertido rumo a Santos, com capacidade reduzida e risco de congestionamentos.
Na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-255), o trecho no km 101 segue totalmente interditado, sem previsão de liberação, enquanto técnicos analisam solo e encostas, condicionando o retorno seguro da circulação a uma melhora consistente no regime de chuvas.
Qual o impacto das mudanças na Tamoios e Anchieta no acesso ao litoral Norte?
A interdição da serra antiga da Tamoios e a restrição na Anchieta afetam diretamente o acesso ao litoral Norte para quem sai da capital, concentrando mais veículos na serra nova e exigindo reconfigurações operacionais constantes no sistema Anchieta-Imigrantes.
Para reduzir riscos e transtornos, autoridades e concessionárias orientam que motoristas adotem cuidados adicionais de planejamento e direção segura, especialmente em dias de previsão de temporais e em trechos de serra com pistas molhadas:
- Consultar boletins das concessionárias e da Polícia Rodoviária antes de viajar;
- Evitar deslocamentos noturnos em áreas de serra, quando a visibilidade é menor;
- Reduzir a velocidade em trechos com risco de deslizamento e sinalização de alerta;
- Planejar rotas alternativas por rodovias liberadas, como opção em caso de novas interdições.
Como os temporais impactam as cidades do litoral paulista?
Os temporais também impactam diretamente os municípios litorâneos, onde a Defesa Civil coordenou gabinete de crise para acompanhar chuvas, áreas de risco e medidas preventivas, com cidades como Ubatuba e Peruíbe registrando acumulados de 271 mm e 235 mm em três dias e suspendendo aulas para reduzir deslocamentos.
Em área próxima à Rodovia Oswaldo Cruz, segue em acompanhamento o desaparecimento de um homem de cerca de 50 anos após deslizamento atingir o sítio onde vivia, enquanto órgãos públicos reforçam orientações para observar rachaduras, evitar taludes durante chuvas prolongadas, acionar a Defesa Civil diante de sinais de instabilidade e priorizar rotas seguras ou adiar viagens em períodos de alerta meteorológico.
🌧️ Impactos dos Temporais no Litoral Paulista em Fevereiro de 2026
Qual é a situação atual das rodovias Oswaldo Cruz e Mogi-Bertioga?
As rodovias Oswaldo Cruz e Mogi-Bertioga, que também ligam ao litoral, chegaram a ser totalmente fechadas entre domingo (22/2) e a madrugada de segunda-feira (23/2) por riscos associados à chuva, mas foram liberadas após inspeções técnicas e serviços emergenciais.
Apesar da liberação, os trechos de serra seguem em atenção permanente, com histórico de interdições em períodos chuvosos e equipes de prontidão para responder a novos deslizamentos, quedas de árvores ou acúmulo de água, ajudando a redistribuir o fluxo que seria concentrado em Tamoios e Anchieta. Veja imagens da situação na Oswaldo Cruz (Reprodução/Instagram/Rádio Costa Azul FM):