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Criança que recebeu alta de hospital passa a ajudar nas buscas por irmãos desaparecidos no MA

Por Junior Melo
22/jan/2026
Em Policial
Criança que recebeu alta de hospital passa a ajudar nas buscas por irmãos desaparecidos no MA

Buscas por crianças desaparecidas no Maranhão - Foto: SSP-MA

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As buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, seguem mobilizando autoridades e moradores de Bacabal, no interior do Maranhão, 19 dias após o desaparecimento das crianças. O caso, registrado em 4 de janeiro de 2026, mantém a atenção voltada para o Quilombo de São Sebastião dos Pretos e para a região do Rio Mearim, onde equipes especializadas ainda procuram pistas que possam indicar o paradeiro dos irmãos.

Quem é Anderson Kauã e como ele passou a ajudar nas buscas?

Nesse cenário, a participação de Anderson Kauã, primo das crianças, tem chamado atenção. O menino de 8 anos, que também desapareceu com os irmãos e foi encontrado com vida dias depois, passou a colaborar diretamente com as buscas após receber alta médica, sempre acompanhado por equipe multiprofissional.

Após receber alta médica nessa terça (20/1), Anderson acompanhou uma equipe especializada até a área de mata onde esteve com os primos antes de se separar deles. Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), o menino mostrou às autoridades o trajeto até uma cabana abandonada, a “casa caída”, próxima às margens do Rio Mearim.

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Quais ações estão em andamento no Rio Mearim e na “casa caída”?

A operação de busca por Ágatha e Allan envolve mais de 500 pessoas, entre Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Marinha e moradores da região. Desde que a cabana apontada por Anderson foi identificada como ponto-chave, grande parte dos esforços se concentra na área de mata ao redor da “casa caída” e ao longo do leito do Rio Mearim.

No rio, mergulhadores utilizam side scan sonar para mapear o fundo em águas turvas, enquanto em terra são feitas varreduras em trilhas, matas fechadas e propriedades rurais. Para organizar essas ações, as equipes estruturaram frentes de trabalho articuladas com as comunidades locais:

  • Varredura terrestre em áreas de mata e trilhas próximas ao quilombo.
  • Busca aquática com mergulhadores e sonar de varredura lateral no Rio Mearim.
  • Apoio de comunidades quilombolas e produtores rurais da região.
  • Monitoramento constante de novos relatos, denúncias e imagens de moradores.

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, informou pelas redes sociais que os trabalhos seguem com prioridade no leito do Rio Mearim. Segundo ele, o objetivo central é oferecer respostas à família das crianças, à comunidade de São Sebastião dos Pretos e à população que acompanha o caso.

Qual é a principal linha de investigação sobre o desaparecimento?

A investigação é conduzida por uma comissão especial da Polícia Civil, com profissionais da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), da Superintendência de Polícia Civil do Interior (SPCI) e da Delegacia Regional de Bacabal. Essa estrutura busca cruzar informações, ouvir testemunhas e explorar diferentes cenários que possam explicar o sumiço dos irmãos.

Segundo o secretário de Segurança Pública, Maurício Martins, nenhuma linha de investigação foi descartada. A hipótese mais provável é a de que as crianças tenham se perdido na mata após saírem para brincar, mas outras possibilidades seguem em análise, com base em depoimentos e em diligências em localidades vizinhas ao quilombo.

Como o depoimento de Anderson influencia os próximos passos?

Desde 7 de janeiro de 2026, quando Anderson foi encontrado por três produtores rurais no povoado Santa Rosa, a cerca de quatro quilômetros em linha reta do último ponto em que esteve com os primos, seu relato se tornou elemento central. A polícia utiliza as informações dadas pelo menino para reconstituir trajetos e delimitar áreas prioritárias de busca.

As equipes seguem combinando o depoimento de Anderson com dados de mapeamento da mata e do rio, revisitando pontos já vasculhados com novos equipamentos. Ao mesmo tempo, profissionais de saúde e assistência social mantêm acompanhamento psicológico ao garoto, visando protegê-lo enquanto ele contribui com detalhes sobre o dia do desaparecimento.

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