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Greve no DF: professores param nesta segunda (2) e escolas públicas são afetadas

Por Felipe Dantas
02/jun/2025
Em Política
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Sala de aula vazia - Créditos: depositphotos.com / Erdal3416

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Os professores da rede pública do Distrito Federal iniciaram uma greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira (2/6). A decisão foi tomada em assembleia pelo Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) na semana anterior. O movimento busca pressionar o governo por melhorias nas condições de trabalho e reestruturação da carreira docente.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) determinou uma multa diária de R$ 1 milhão ao Sinpro-DF, caso a paralisação continue. Apesar disso, o sindicato mantém a greve, afirmando que a decisão de encerrar o movimento só será tomada em nova assembleia da categoria.

Quais são as principais demandas dos professores?

🚨 Greve não é crime! 🚨
⁰Professoras(es) do DF estão sendo criminalizados por lutar por direitos. A educação merece respeito — e quem a defende, apoio!

📍 Ato de solidariedade: terça, 19h, no Sinpro.
⁰🎥 Assista e compartilhe! pic.twitter.com/08f8hAzeM9

— CUT DF (@cut_df) June 1, 2025

Os professores reivindicam principalmente a reestruturação da carreira, com foco no aumento do salário base. A proposta do Sinpro-DF é dobrar o vencimento-base dos docentes. Além disso, há pedidos por melhores condições de progressão na carreira e valorização dos títulos acadêmicos.

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Outras demandas incluem a possibilidade de que professores temporários, ao serem efetivados, possam contar o tempo de serviço para enquadramento nos padrões salariais. Também há um pedido para aumentar o percentual de reajuste a cada mudança de padrão e a valorização da progressão horizontal, que envolve especializações, mestrados e doutorados.

  • Reestruturação da carreira e aumento salarial: Esta é a principal reivindicação, com a meta de dobrar o vencimento-base dos professores. Eles buscam uma valorização da progressão horizontal, reconhecendo especializações, mestrado e doutorado na formatação de percentuais de aumento salarial. O Sinpro-DF reivindica um reajuste de 19,8%.
  • Valorização do magistério: Além do aumento salarial, a categoria busca uma valorização geral da profissão e melhores condições de trabalho.
  • Nomeação de todos os aprovados em concurso público: O sindicato exige a nomeação de todos os aprovados no último concurso para o magistério, a fim de zerar o déficit de professores efetivos na rede.
  • Regularização do envio das contribuições previdenciárias: A categoria também reivindica a regularização do envio da relação de contribuições previdenciárias de professores em regime de contratação temporária ao INSS.
  • Revisão dos percentuais de aumento por mudança de padrão: Atualmente, os percentuais de aumento a cada mudança de padrão são de 5%, 10% e 15% sobre o vencimento básico. A reivindicação é que esses percentuais sejam atualizados para 10%, 20% e 30%.
  • Ampliação dos investimentos em educação pública: Os professores pedem que o investimento em educação passe de 25% para, no mínimo, 30% da arrecadação do GDF.
  • Garantia de que o quadro de profissionais do magistério seja preenchido por, no mínimo, 90% de professores efetivos.
  • Garantia de que todas as escolas tenham equipes especializadas de apoio à aprendizagem: Isso inclui um pedagogo por escola e um pedagogo a cada 400 alunos.
  • Garantia de um orientador para cada unidade de ensino, e a cada 300 estudantes, mais um orientador.
  • Ampliação do número de cargos no Plano de Carreira de pedagogos/orientadores educacionais, de 1.200 para 2.200.

Como a greve afeta a educação no DF?

A paralisação dos professores impacta diretamente o funcionamento das escolas públicas do Distrito Federal, afetando milhares de alunos. Com a suspensão das aulas, a continuidade do aprendizado dos estudantes é interrompida, o que pode gerar atrasos no calendário escolar.

Além disso, a greve coloca em evidência a insatisfação dos profissionais da educação com as condições de trabalho e a falta de valorização por parte do governo. O movimento busca chamar a atenção para a importância de investir na educação e na valorização dos professores como forma de melhorar a qualidade do ensino.

“Uma decisão absurda e desproporcional da Justiça. O governo, que não investe na educação e não valoriza os professores, criminaliza a greve que é um direito constitucional. A greve paralisação terá início nesta segunda-feira e só irá terminar por uma decisão em assembleia da nossa categoria”, diz Samuel Fernandes, diretor do sindicato.

Quais são os próximos passos para resolver o impasse?

Greve no DF: professores param nesta segunda (2) e escolas públicas são afetadas
Justiça – Créditos: depositphotos.com / Kuzmafoto

O Sinpro-DF afirma que está aberto ao diálogo e que a greve poderá ser encerrada caso o governo apresente propostas concretas que atendam às reivindicações da categoria. No entanto, até o momento, as negociações estão paralisadas, segundo representantes do sindicato.

Para resolver o impasse, é fundamental que haja uma retomada das negociações entre o governo e os representantes dos professores. A busca por um acordo que contemple as demandas dos docentes e que seja viável para o governo é essencial para encerrar a greve e retomar as atividades escolares.

A greve dos professores no Distrito Federal levanta questões importantes sobre o futuro da educação na região. A valorização dos profissionais da educação é um passo crucial para garantir um ensino de qualidade e para atrair e reter talentos na carreira docente.

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