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Início Brasil

Estado é condenado a pagar R$ 50 mil por erro médico que deixou corpo estranho dentro de paciente

Por Terra Brasil
20/jul/2024
Em Brasil, Geral, Justiça, Saúde
@ene / shutterstock

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O estado de São Paulo foi condenado a pagar uma indenização significativa devido a um grave erro médico. Vanes de Jesus da Silva, 47 anos, teve um desfecho inesperado em seu tratamento de insuficiência renal quando um fio-guia foi deixado em seu corpo após um procedimento médico. Este caso gerou repercussões judiciais e levantou questões importantes sobre a segurança e qualidade dos tratamentos médicos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O incidente veio à tona durante um exame de radiografia que revelou a presença de um fio-guia de catéter Permcath entre a jugular e o átrio direito do coração de Vanes, que também é diabético. Essa falha médica despertou grande preocupação tanto para o paciente quanto para os profissionais envolvidos. O procedimento foi realizado em parceria com o Instituto Segumed, localizado em São Vicente, São Paulo.

Foto: Reprodução/CNN Brasil.

Como Ocorreu o Erro Médico?

Vanes estava recebendo tratamento para a sua condição renal quando o erro aconteceu. A equipe médica que realizou a colocação do catéter acabou deixando o fio-guia dentro dele. Apesar de sua função crítica durante a intervenção, sua remoção deveria ocorrer imediatamente após o uso, o que inexplicavelmente não aconteceu.

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Após a descoberta do erro, a justiça foi acionada e em 2023, uma liminar obrigou o estado a assumir os custos e a execução da cirurgia para retirar o objeto esquecido, cirurgia esta que aconteceu somente em 2024, após uma série de deliberações judiciais. A demora na resolução do caso gerou ainda mais stress e complicações para Vanes, culminando na decisão judicial que determinou a indenização de R$ 50 mil.

O que dizem as autoridades de saúde sobre o caso?

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo emitiu uma nota explicando que o procedimento necessário para retirar o catéter não é realizado nos hospitais da região devido à complexidade. Por isso, a intervenção foi realizada no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia em São Paulo em março deste ano. A defesa de Vanes comentou que, além da indenização determinada, seriam tomadas medidas adicionais para reparar os danos morais causados pela experiência traumática vivida.

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