• Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Policial
  • Governo
  • Saúde
  • Educação
  • Justiça
  • Contato
    • Contato
    • Política Privacidade
    • Termos de Uso
domingo, 3 de maio de 2026
Terra Brasil Notícias
  • Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Conecte-se
  • Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
Sem resultado
Veja todos os resultados
Terra Brasil Notícias
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
Início Educação

PSOL vai ao STF contra escolas cívico-militares

Por Terra Brasil Notícias
02/jun/2024
Em Educação, Política, STF
Marcelo S. Camargo/Governo do Estado de SP

Marcelo S. Camargo/Governo do Estado de SP

EnviarEnviarCompartilharCompartilhar

O PSOL solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a interrupção da lei que criou o programa de escolas cívico-militares em São Paulo, alegando inconstitucionalidade. A petição, protocolada na sexta-feira, 31, argumenta que a lei, sancionada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), viola a Constituição Federal, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e os Planos Nacional e Estadual de Educação.

A ação, uma iniciativa do deputado estadual Carlos Giannazi, da deputada federal Luciene Cavalcante e do vereador Celso Giannazi, todos do PSOL de São Paulo, e do coletivo Educação em Primeiro Lugar, busca uma liminar para suspender imediatamente o programa das escolas cívico-militares e a declaração de inconstitucionalidade da lei. Carlos expressou sua expectativa de que o STF conceda a liminar nos próximos dias. Segundo informações do Estadão, ele disse: “Temos a expectativa de que a lei seja derrubada. Seria muito difícil o STF não dar uma liminar”.

O deputado estadual critica o programa por seu caráter doutrinador e domesticador. Ele acredita que o ensino nessas escolas não respeita diferentes visões de mundo e a individualidade dos alunos. “O programa vai doutrinar um exército de pessoas para entrar na extrema-direita”, opinou Giannazi.

Leia Também

Boletim médico atualiza estado de saúde de Jair Bolsonaro após cirurgia

Irã apresenta nova proposta de paz para encerrar conflito com os Estados Unidos

Os “vários nomes” de Flávio Bolsonaro para indicar ao STF

Questionada sobre a ação de inconstitucionalidade, a Secretaria da Educação defendeu que o programa foi elaborado a partir de proposições de grupos de trabalho e estudos técnicos conjuntos das Secretarias de Estado da Educação e da Segurança Pública. A pasta afirma que o modelo de ensino segue os princípios da LDB e dos Planos Nacional e Estadual de Educação.

A Secretaria da Educação reiterou que o modelo não será imposto e que uma consulta pública definirá a implantação de toda escola cívico-militar a ser estabelecida no Estado de São Paulo.

A lei que institui as escolas cívico-militares no Estado foi aprovada na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) no dia 21, apesar de protestos de estudantes. O governo espera implementar entre 50 e 100 escolas no novo modelo em 2025. O programa direciona ao menos um policial militar da reserva para cada escola selecionada, com prioridade para unidades com rendimento inferior à média e em situação de vulnerabilidade social.

A responsabilidade das escolas no novo modelo é compartilhada entre as Secretarias da Educação e da Segurança Pública. A adoção desse tipo de escola deve ser aprovada por consultas públicas à comunidade escolar.

As escolas seguem um modelo implementado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi revogado na gestão Lula. A Secretaria da Educação paulista afirma que o objetivo do programa é o desenvolvimento de um ambiente escolar que promova avanço no processo de ensino-aprendizagem, a gestão de excelência dos processos educacionais, pedagógicos e administrativos e o fortalecimento de valores humanos e cívicos.

No entanto, especialistas em educação e segurança pública questionam a eficiência dessa nova abordagem no desempenho acadêmico. Outro alvo de críticas é o salário dos monitores militares, cujo piso é maior que o dos professores. O orçamento para a remuneração dos monitores é de R$ 7,2 milhões por ano, provenientes dos recursos da Secretaria de Educação.

A ação enviada ao STF afirma que a lei que institui as escolas cívico-militares usurpa a competência privativa da União para legislar sobre educação. O artigo 22 da Constituição Federal afirma que apenas o governo federal pode legislar sobre as diretrizes da educação nacional. Para os autores da petição, a lei paulista não institui apenas um modelo de gestão da educação, mas cria um novo modelo educacional, com orientação pedagógica cívico-militar.

Outro argumento listado pelo PSOL é que o programa desrespeita as funções já definidas da Polícia Militar. Na Constituição, no artigo 144, a definição é que os policiais têm o papel de polícia ostensiva e a preservação da ordem pública. Os autores da ação de inconstitucionalidade afirmam que a lei afronta esse princípio ao atribuir funções pedagógicas a militares da reserva.

A petição afirma que esse aspecto também viola a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que define, no artigo 83, que o ensino militar deve ser regulado em uma lei específica. “Os dois modelos de educação são segregados pela LDB justamente porque não são compatíveis entre si. Muito pelo contrário: não há caminho do meio entre a educação civil e a militar”, afirma o documento do PSOL.

Outra inconstitucionalidade, segundo a petição, é que a lei afronta os princípios constitucionais da valorização dos profissionais da educação escolar, da gestão democrática e do planejamento escolar. Esses princípios estão nos artigos 206 e 214 da Constituição. Como dito anteriormente, o salário previsto para os monitores militares é maior que o piso de professores, e os selecionados não passam por concurso público para exercer a nova função. Além disso, para os autores, a presença de um núcleo militar na gestão de escolas faz com que pais, professores, estudantes e funcionários deixem de participar efetivamente na organização do ensino.

A petição também argumenta que o novo modelo impõe militarização precoce aos jovens. Segundo o documento, a Constituição Federal assegura a todo cidadão o direito de passar sua vida à margem da ordem militar, o que seria impossível para os estudantes de áreas que adotassem o ensino misto.

Por fim, os autores da ação destacam que a lei destina vultoso recurso público ao programa flagrantemente inconstitucional sem que tenha sido realizado qualquer estudo de impacto financeiro e orçamentário. A petição argumenta que, segundo a LDB, profissionais de segurança pública não podem ser remunerados com recursos da Secretaria da Educação.

A Secretaria da Segurança Pública foi procurada, mas não respondeu até a publicação.

EnviarCompartilharTweet93Compartilhar148
ANTERIOR

ATAQUE DE LIXO: Coreia do Norte lança mais 600 balões com dejetos contra Seul

PRÓXIMO

Relato chocante: Mulher relata horrores sofridos enquanto era refém do Hamas; VEJA

grupo whatsapp

© 2023 Terra Brasil Notícias

Bem-vindo!

Faça login na conta

Lembrar senha

Retrieve your password

Insira os detalhes para redefinir a senha

Conectar
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Policial
  • Governo
  • Saúde
  • Educação
  • Justiça
  • Contato
    • Contato
    • Política Privacidade
    • Termos de Uso
  • Conecte-se