Mulher recusa herança de R$ 22 bilhões por acreditar que não seria feliz com todo esse dinheiro

Mulher recusa herança de R$ 22 bilhões por acreditar que não seria feliz com todo esse dinheiro

Jovem diz não merecer a fortuna da família e faz parte de um movimento que propõe a renúncia de bens pelos mais ricos

A jovem austríaca Marlene Engelhorn, de 29 anos, é herdeira de uma fortuna acumulada por sua família ao longo de quase 200 anos. No entanto, ela se recusou a herdar os mais de US$ 4 bilhões (cerca de R$ 22 bilhões) a que tem direito por lei.

“Não é que eu não queira ser rica, é que eu não quero ser tão rica assim”, disse Marlene .

Ela estaria disposta a abrir mão de 90% de sua herança.

Marlene é estudante de língua e literatura da Universidade de Viena e é descendente de Friedrich Engelhorn, que fundou a empresa química Badische Anilin-und Soda-Fabrik, mais conhecida pela sigla “BAFS”, uma das maiores do mundo.

Apesar da trajetória da família, ela está convencida de que não fez “nada” para merecer os milhões de dólares de sua família, então propôs que o Estado assumisse o dinheiro.

Segundo a BBC, a jovem teve uma vida como uma “garota rica privilegiada”, foi educada nas melhores escolas e conviveu com a alta sociedade, porém está ciente de “como a economia é tendenciosa”.

“Eu não posso ficar sentada esperando por alguém, em algum lugar para fazer alguma coisa”, disse ela. “Chegamos ao fim do caminho, quando mais 250 milhões de pessoas serão empurradas para a pobreza extrema este ano.”

Redistribuição de riqueza e impostos sobre milionários

Marlene é uma ativista social e promove o movimento “Tax me now”, que sugere a renúncia dos herdeiros de grandes fortunas em favor de uma alíquota mais alta para os ricos.

Em maio deste ano, durante o Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês), a jovem se reuniu com outros militantes para pedir sistemas tributários mais justos em todo o mundo.

Algumas das mudanças que o movimento busca gerar são uma redistribuição de riqueza, impostos sobre milionários e mudanças estruturais importantes em altos cargos. Dessa forma, uma maior equidade social seria alcançada.




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