O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece entre os advogados que assinam uma nova petição apresentada pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (6). O documento foi protocolado dez dias depois de o parlamentar deixar o Brasil com destino aos Estados Unidos, sem entregar os passaportes, conforme determinação do magistrado.
A petição foi apresentada no processo de execução penal do ex-presidente e reúne relatórios médicos e fisioterapêuticos sobre seu estado de saúde. Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e tem sido acompanhado por profissionais de saúde.
O nome de Flávio aparece ao lado dos advogados Celso Vilardi e Paulo Amador, que também integram a equipe de defesa. O senador passou a fazer parte formalmente do grupo de advogados do pai em março deste ano.
A presença do parlamentar na lista de assinaturas, entretanto, não significa necessariamente que ele tenha participado da elaboração ou do protocolo da petição. Flávio já integrava a equipe jurídica antes de viajar para os Estados Unidos.
Viagem aos Estados Unidos entrou na mira de Moraes
Flávio Bolsonaro deixou o Brasil na noite de 27 de outubro e desembarcou na manhã do dia seguinte no aeroporto de Opa-Locka, em Miami, nos Estados Unidos.
A viagem ocorreu após Alexandre de Moraes determinar a entrega de passaportes, medida que não havia sido cumprida pelo senador. A Polícia Federal investiga o parlamentar por suspeita de descumprimento das medidas cautelares impostas pelo ministro.
O deslocamento para o exterior e a posterior inclusão do nome de Flávio em uma petição da defesa do pai chamaram atenção por ocorrerem em meio ao impasse envolvendo as determinações judiciais do STF.
Relatório aponta alterações na pressão arterial de Bolsonaro
Além das questões jurídicas, a petição apresentada nesta sexta-feira traz informações atualizadas sobre a saúde do ex-presidente.
De acordo com o relatório médico assinado pelo médico Brasil Ramos Caiado, Jair Bolsonaro apresentou episódios isolados de elevação da pressão arterial ao longo da semana.
Segundo o documento, foi necessário antecipar doses habituais de um medicamento vasodilatador. O tratamento apresentou resposta considerada satisfatória pela equipe médica.
O relatório também aponta que o ex-presidente continua apresentando sonolência durante o dia e problemas crônicos de equilíbrio corporal, associados aos efeitos secundários de medicamentos.
As informações foram encaminhadas ao ministro Alexandre de Moraes para atualizar o acompanhamento médico de Bolsonaro no cumprimento da prisão domiciliar.