Uma juíza federal dos Estados Unidos suspendeu por 14 dias o início da construção do arco triunfal planejado pelo presidente Donald Trump em Washington. A decisão foi tomada na noite de quinta-feira (5), menos de uma hora depois de a Comissão de Planejamento da Capital Nacional aprovar o projeto.
Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil nesta sexta-feira (06), a estrutura terá 76 metros de altura e recebeu oito votos favoráveis e quatro contrários. A aprovação ocorreu após mais de oito horas de audiência pública, durante a qual mais de 120 pessoas, incluindo veteranos de guerra, se manifestaram contra a construção.
A juíza Tanya Chutkan determinou que o governo não poderá iniciar nem realizar qualquer atividade relacionada à obra durante o período de suspensão. A decisão atende temporariamente a uma ação judicial movida por veteranos e defensores da preservação histórica, que questionam a legalidade do projeto.
Os opositores argumentam que a construção não recebeu autorização do Congresso, exigida pela legislação para novos monumentos em Washington. Também apontam possíveis danos à paisagem histórica da capital, especialmente às vistas do Memorial de Lincoln, do Cemitério Nacional de Arlington e da Arlington House.

Projeto é defendido por Trump
Trump pretende concluir o arco antes de deixar a Presidência. O monumento foi apresentado como uma homenagem ao aniversário de 250 anos da independência dos Estados Unidos, às Forças Armadas e ao espírito americano.
Quando questionado sobre a quem a estrutura seria dedicada, o presidente apontou para si mesmo e respondeu: “A mim”.
O governo defende que o arco também poderá funcionar como atração turística. Críticos, por outro lado, classificam a iniciativa como um projeto pessoal do presidente e questionam a rapidez do processo de aprovação.
Uma análise divulgada pelo Serviço Nacional de Parques em agosto reconheceu que a construção poderá provocar impactos negativos em até 42 locais históricos, com efeitos mais graves em seis áreas próximas ao monumento.
A suspensão judicial representa um novo obstáculo para o cronograma acelerado defendido pela Casa Branca. O governo havia afirmado que poderia iniciar as obras imediatamente após a aprovação da comissão.

