Uma série de ameaças de bomba provocou transtornos no transporte aéreo europeu nesta quinta-feira (5). Pelo menos 27 voos foram afetados em diferentes países, com desvios de aeronaves, pousos não programados e mobilização de caças militares. Apesar dos alertas, todos os aviões pousaram em segurança e nenhum explosivo foi encontrado.
Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles nesta sexta-feira (06), as ameaças foram enviadas por e-mail a aeroportos e autoridades da aviação civil. Entre os países atingidos estão França, Itália, Bulgária, República Tcheca, Bélgica, Romênia e Áustria.
Um dos casos envolveu um Airbus A320 da companhia Aer Lingus, que fazia o trajeto entre Dublin e Roma. Após receber um alerta, a aeronave foi interceptada por caças franceses e direcionada à base militar de Évreux, na França. Os 151 passageiros e seis tripulantes desembarcaram sem ferimentos.
Na Bulgária, três aviões da Ryanair foram acompanhados por caças MiG-29. Um voo procedente de Londres, com destino a Sófia, foi desviado para Plovdiv. Já na Itália, uma aeronave da Finnair recebeu escolta militar durante o trajeto até o aeroporto de Fiumicino, em Roma.
Suspeita de participação extremista
Algumas mensagens foram assinadas por supostos integrantes do chamado “Estado Masculino”, movimento ultranacionalista russo conhecido por posições extremistas e discurso misógino. A organização foi classificada como extremista pela Justiça russa em 2021.
No entanto, a utilização do nome do grupo não comprova sua participação nos episódios. Até o momento, a identidade dos responsáveis pelas ameaças permanece desconhecida.
A sequência de alertas ocorre em meio à preocupação de governos europeus com possíveis operações de desestabilização, incluindo ações de sabotagem e ataques cibernéticos. Embora países europeus já tenham acusado a Rússia de envolvimento em episódios desse tipo, não há provas públicas que relacionem o governo russo às recentes ameaças.
O comissário europeu de Transportes, Apostolos Tzitzikostas, condenou as ameaças e afirmou que ainda é cedo para estabelecer uma ligação entre os diferentes incidentes. As autoridades seguem investigando a origem das mensagens e possíveis conexões entre os casos.
