O número de atendimentos para tratamento do câncer de próstata na rede pública de saúde de São Paulo cresceu 21,8% em dois anos. Os dados são de um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), que registrou 209.611 procedimentos e internações relacionados à doença em 2025. O volume representa uma média de 24 atendimentos por hora no Sistema Único de Saúde (SUS).
Em 2023, foram contabilizados 172.054 atendimentos. No ano seguinte, o número subiu para 190.672, até alcançar o total registrado em 2025. A secretaria ressalta que os dados não correspondem necessariamente a pacientes diferentes, já que uma mesma pessoa pode passar por diversos procedimentos e internações ao longo do tratamento.
O aumento dos registros reforça o alerta sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, tema central da campanha Novembro Azul. A doença atinge a próstata, glândula localizada abaixo da bexiga e responsável pela produção de parte do líquido que compõe o sêmen.
Nas fases iniciais, o câncer de próstata geralmente não apresenta sintomas, o que torna o acompanhamento médico ainda mais importante. A idade avançada e o histórico familiar estão entre os principais fatores de risco.
Entre os sinais que podem indicar a doença estão dificuldade para urinar, diminuição da força do jato urinário e presença de sangue na urina. Ao perceber qualquer um desses sintomas, a recomendação é procurar avaliação médica.
A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que homens sem sintomas procurem avaliação da próstata a partir dos 50 anos. Para aqueles com maior risco, especialmente os que possuem histórico familiar da doença, a orientação é iniciar esse acompanhamento aos 45 anos.
Além dos exames e das consultas médicas, hábitos saudáveis também fazem parte das medidas de prevenção. Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas, controlar o peso, não fumar e evitar o consumo de bebidas alcoólicas são recomendações importantes para a saúde.
