O senador Rogério Marinho (PL-RN) confirmou nesta quarta-feira (4) que disputará a Presidência do Senado Federal. O anúncio ocorreu após uma reunião com 33 parlamentares, que escolheram o nome do potiguar para representar a oposição na disputa contra o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).
Durante coletiva de imprensa, Marinho afirmou que recebeu apoio de integrantes de diferentes partidos e que pretende construir uma maioria para conquistar o comando do Senado. Segundo ele, representantes do Novo participaram da reunião, além de parlamentares do PP e do Republicanos.
O senador destacou que a eleição depende da capacidade de articulação e convencimento entre os colegas. “A eleição não é uma ação de força, é uma ação de convencimento. Então, todos têm a legitimidade e a condição de se colocarem como candidatos, vão conversar com os seus pares e buscar os apoios necessários para terem a maioria”, declarou.
TEREZA CRISTINA TAMBÉM É COTADA PARA A DISPUTA
Outro nome que aparece nas articulações é o da senadora Tereza Cristina (PP-MS). Marinho confirmou que conversou com a parlamentar e afirmou que os dois pretendem chegar a um entendimento para apresentar uma candidatura conjunta.
De acordo com o senador potiguar, ambos compartilham pautas e defendem mudanças na condução do Congresso Nacional. A definição dependerá das negociações políticas nas próximas semanas.
MARINHO CRITICA POSSÍVEL INTERFERÊNCIA DO STF
Durante a coletiva, Rogério Marinho também abordou a relação entre o Senado e o Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar criticou possíveis interferências de ministros da Corte na escolha do presidente da Casa e defendeu que a decisão seja tomada exclusivamente pelos senadores.
“Esse tipo de interferência é indesejada, é antidemocrática e antirrepublicana. Então eu não acredito que isso vai acontecer novamente. Espero que não aconteça”, afirmou.
O candidato também falou sobre a possibilidade de analisar eventuais denúncias de crimes de responsabilidade envolvendo integrantes do Supremo caso seja eleito presidente do Senado.
Marinho ressaltou que sua candidatura não tem como objetivo promover processos de impeachment contra ministros, mas garantir que a Constituição seja respeitada e que eventuais denúncias recebam a devida análise.
“Se algum ministro do Supremo Tribunal Federal cometer crime de responsabilidade, nós não seremos, ao contrário do que acontece hoje, omissos”, declarou.
A eleição para a Presidência do Senado está marcada para 1º de fevereiro de 2027. O vencedor comandará a Casa Legislativa pelos dois anos seguintes.