Legenda questiona o resultado eleitoral e mantém três ações no TSE que pedem a cassação da chapa formada por Lula e Geraldo Alckmin.
O partido Novo anunciou, na noite deste sábado (31), a filiação de 2,2 mil pessoas em um intervalo de 24 horas. Segundo a legenda, o aumento ocorreu após a divulgação de seu posicionamento contrário ao reconhecimento da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O presidente nacional do partido, Eduardo Ribeiro, atribuiu o crescimento à repercussão da postura adotada pela sigla. O Novo afirma ter sido o único partido a se manifestar publicamente contra o reconhecimento do resultado eleitoral.
Enquanto 27 legendas divulgaram manifestações reconhecendo a vitória de Lula, o Novo questionou a legitimidade do processo e declarou que o Brasil “não é uma democracia”.
A sigla também mantém três Ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJEs) em tramitação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os processos pedem a cassação da chapa presidencial formada por Lula e Geraldo Alckmin (PSB).
Ribeiro afirmou que a iniciativa não representa uma contestação à segurança das urnas eletrônicas nem à escolha dos eleitores. Segundo o dirigente, o objetivo é questionar as circunstâncias que envolveram o processo eleitoral. Ele argumenta que uma eleição não pode ser considerada justa quando há suspeitas de utilização da estrutura pública em benefício de candidatos que já ocupam o poder.
Nas ações apresentadas ao TSE, o Novo questiona episódios e decisões ocorridos durante o ano eleitoral. Na avaliação do partido, esses acontecimentos podem indicar o uso da máquina pública e de recursos do Estado para favorecer os candidatos à reeleição. Os três processos seguem em análise na Justiça Eleitoral.