Presidente americano afirmou que forças iranianas já sofreram perdas militares e disse que Flávio Bolsonaro poderá permanecer nos Estados Unidos pelo tempo que desejar
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (31) que Washington não tem pressa para fechar um acordo de paz com o Irã. Questionado por jornalistas, ele também evitou dizer se espera uma retomada dos confrontos com Teerã já na próxima semana.
Durante conversa com a imprensa em seu clube Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida, Trump declarou que as forças militares iranianas sofreram perdas significativas. “Não estamos com tanta pressa, visto que já eliminamos a Marinha deles. Eliminamos a Força Aérea deles”, afirmou.
O presidente acrescentou que ainda haveria um ou dois locais a serem atingidos, mas disse que os Estados Unidos poderiam realizar essa operação em poucos minutos.
As declarações ocorreram horas depois de o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, ordenar que as Forças Armadas do país respondessem imediatamente e sem limitações geográficas a qualquer ameaça. Segundo comunicado publicado em sua conta oficial no Telegram, ele também determinou que recursos americanos e israelenses fossem colocados ao alcance de ataques iranianos.
Enquanto isso, mediadores tentam impedir a retomada do conflito, iniciado em fevereiro com ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel. As ofensivas provocaram a morte do então líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, pai de Mojtaba.
Trump afirmou que o Irã estaria interessado em negociar, mas classificou o país como “não muito confiável”.
Trump comenta situação de Flávio Bolsonaro
Na mesma conversa com jornalistas, o presidente americano também falou sobre o senador brasileiro Flávio Bolsonaro, derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial. Trump afirmou que o político poderá permanecer nos Estados Unidos “o tempo que quiser”.
“Ele foi tratado de forma muito desrespeitosa”, declarou. O presidente americano também voltou a questionar o resultado da eleição brasileira, afirmando que, em sua opinião, “a eleição foi uma vergonha”.
As declarações foram feitas após a derrota de Flávio Bolsonaro para Lula e em meio às manifestações de Trump sobre o processo eleitoral brasileiro.
