Partido marcou reunião para 4 de novembro, quando deve decidir se lança o senador potiguar para enfrentar Davi Alcolumbre; articulação busca evitar divisão de votos
O Partido Liberal (PL) marcou para a próxima quarta-feira (4) uma reunião com parlamentares em exercício e eleitos para definir sua estratégia nas disputas pelo comando do Congresso Nacional. A expectativa é que a legenda oficialize o senador Rogério Marinho (PL-RN) como candidato à Presidência do Senado, mas parte da oposição ainda tenta construir um acordo com Tereza Cristina (PP-MS) para enfrentar o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).
A articulação busca evitar que duas candidaturas contrárias à recondução de Alcolumbre dividam os votos da oposição. Segundo informações publicadas pelo Metrópoles e pelo jornal O Globo, aliados discutem qual dos dois nomes teria maior capacidade de conquistar apoio entre senadores de diferentes partidos.
Marinho conta com o apoio da família Bolsonaro. Em carta divulgada dos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou publicamente que o senador potiguar é seu candidato ao comando do Senado e afirmou que pretende liderar a oposição mesmo fora do Brasil.
Tereza Cristina também mantém interesse na disputa. A senadora é vista por parte dos interlocutores do Centrão como um nome capaz de dialogar com diferentes bancadas. A movimentação, porém, ocorre apesar do apoio formal da federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, à reeleição de Alcolumbre.
A posição das cúpulas partidárias não impede que senadores apoiem outros candidatos, já que a votação para a Presidência do Senado é secreta. Tereza, portanto, poderia buscar votos individualmente, mesmo sem o respaldo oficial de seu partido.
Alcolumbre, por sua vez, reúne apoios de diferentes siglas, incluindo União Brasil, PP, MDB e PSD, e trabalha para consolidar sua permanência no comando da Casa.
A eleição para a Presidência do Senado está prevista para fevereiro de 2027. Até lá, as negociações devem definir se Marinho e Tereza Cristina disputarão separadamente ou se a oposição conseguirá unificar forças em torno de um único nome.
