O pastor Silas Malafaia criticou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro após a divulgação de uma carta em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) se apresentou inicialmente como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, apesar da derrota nas eleições presidenciais.
Segundo informações divulgadas pelo O Globo, em mensagem enviada a aliados pelo WhatsApp nesta quarta-feira (28), Malafaia chamou os filhos de Bolsonaro de “jumentos” e criticou a condução da comunicação política do senador.
“Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos. Só se aconselham com gente errada! Faz carta, fala bobagem, depois corrige”, escreveu o pastor, segundo mensagem obtida pela equipe da coluna. Na sequência, chamou o grupo de “amadores babacas”.
A carta de Flávio foi divulgada após o resultado eleitoral e continha acusações de fraude, sem apresentar provas que as sustentassem. O senador também questionou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação em determinadas localidades.
Após a repercussão, Flávio divulgou uma nova versão do documento e passou a se descrever como “líder do Brasil”. Procurado pela coluna, Malafaia não quis comentar além da mensagem enviada.
Discussão sobre auditoria
Antes da divulgação da carta, Flávio teria cogitado solicitar uma auditoria nas urnas eletrônicas. A possibilidade foi discutida em um almoço realizado na segunda-feira (26), em Brasília, com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o senador Rogério Marinho (PL-RN), o senador eleito Guilherme Derrite (PP) e advogadas.
Segundo a reportagem original, participantes do encontro argumentaram que uma nova contestação do resultado poderia trazer consequências jurídicas e financeiras ao PL. Em 2022, o partido foi multado em R$ 22,9 milhões pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após contestar parte das urnas do segundo turno. Em 2023, Jair Bolsonaro também foi condenado pelo TSE por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, em razão de uma reunião com embaixadores na qual atacou o sistema eletrônico de votação.
